Por G1.

A Itália registrou um novo recorde de mortes por coronavírus em 24 horas, com 793 registros neste sábado (21).

Isso eleva a 4.825 o número de mortos pela pandemia na península em um mês, segundo dados da Proteção Civil.

Na última quinta (19), a Itália superou a China em número de mortos pela Covid-19. Até aquele dia, o país europeu contabilizava 3.405 mortes desde o início do surto, enquanto os chineses registravam 3.245.

Recorde também de novos casos

Ainda neste sábado, as autoridades italianas anunciaram 6.557 novos casos positivos, outro recorde.

O número total de casos subiu para 53.578, um aumento de 13,9%, informou a agência de proteção.

A região de Milão, Lombardia (norte), onde os serviços de saúde estão sobrecarregados, registrou a grande maioria das mortes (546) deste sábado e metade dos novos casos. Lá , o total chega a 3.095 mortes e 25.515 casos.

Das pessoas originalmente infectadas em todo o país, 6.072 haviam se recuperado totalmente até sábado, em comparação com 5.129 no dia anterior.

Havia 2.857 pessoas em terapia intensiva contra as anteriores 2.655.

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Por BBC.

Homem com máscara é fotografado em rua vazia em Catania, na Itália, neste sábado (14) — Foto: Antonio Parrinello/ Reuters

 O mundo está fechando as portas. Lugares que antes ficavam cheios de gente tornaram-se cidades fantasmas, com enormes restrições impostas a nossas vidas: quarentenas, fechamentos de escolas, restrições de viagens e proibições de reuniões.

É uma resposta global a uma doença sem paralelos na história recente. E o que todo mundo quer saber é quando tudo isso vai passar e quando, enfim, poderemos continuar com nossas vidas?

No Brasil, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, disse que o pico de casos deve ocorrer até o mês de junho.

"Nós estamos imaginando que nós vamos trabalhar com números ascendentes, espirais em abril, maio, junho. Nós vamos passar aí 60 a 90 dias de muito estresse para que quando chegarmos ao fim de junho, julho, a gente imagina que entra no platô. Agosto, setembro a gente deve estar voltando, desde que a gente construa a chamada imunidade de mais de 50% das pessoas", disse Mandetta nesta semana.

No Reino Unido, o primeiro-ministro, Boris Johnson, disse que acredita que o país pode "mudar a maré" contra o surto nas próximas 12 semanas (ou seja, em junho).

No entanto, mesmo que o número de casos comece a cair nos próximos três meses, ainda estaremos longe do fim.

 

Essa maré pode demorar muito tempo, possivelmente anos.

Está claro que manter tudo fechado e sem funcionamento não é sustentável a longo prazo, já que o dano social e econômico seria catastrófico.

 A Ladeira Porto Geral, porta de entrada para a movimentada Rua 25 de Março, é vista cheia na segunda-feira (16) e esvaziada nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Ladeira Porto Geral, porta de entrada para a movimentada Rua 25 de Março, é vista cheia na segunda-feira (16) e esvaziada nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

O que os países precisam é de uma "estratégia de saída", ou seja, uma maneira de eliminar as restrições e conseguir voltar ao normal.

Mas o coronavírus não vai desaparecer. Se você suspender as restrições que estão retendo o vírus, os casos inevitavelmente aumentarão.

"Realmente temos um grande problema em saber qual é a estratégia de saída", diz Mark Woolhouse, professor de Epidemiologia de Doenças Infecciosas na Universidade de Edimburgo. "Não é apenas o Reino Unido, nenhum país tem uma estratégia de saída."

É um enorme desafio científico e social.

Existem basicamente três maneiras de sair dessa situação. Todos estes cenários mudariam a capacidade do vírus se espalhar:

Vacinas (12 a 18 meses)

Uma vacina deve dar imunidade a uma pessoa para que ela não fique doente se for exposta.

Imunizando o suficiente, cerca de 60% da população, o vírus não pode causar surtos, que é o conceito conhecido como imunidade de grupo.

Nesta semana, nos Estados Unidos, uma pessoa recebeu uma vacina experimental, depois que os pesquisadores tiveram permissão para pular as regras usuais de realizar testes em animais antes de testar em humanos.

 
Coronavírus: há remédios e vacinas? Qual o tratamento?

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A pesquisa de vacinas está sendo realizada a uma velocidade sem precedentes, mas não há garantia de que será bem-sucedida, e isso exigirá imunização em escala global.

O melhor palpite é que uma vacina pode ficar pronta de 12 a 18 meses, se tudo correr bem. É muito tempo para esperar diante de restrições sociais sem precedentes durante períodos sem guerra.

"Esperar uma vacina não deve ser considerado uma estratégia, porque isso não é uma estratégia", disse Woolhouse à BBC.

Imunidade natural (pelo menos dois anos)

Autoridades de saúde no mundo todo têm tentado evitar o aumento acelerado do número de casos. "Achatar a curva", como se diz, é uma medida crucial para evitar a sobrecarga dos serviços de saúde e limitar o número de mortes.

A redução dos casos pode permitir que algumas medidas de restrição sejam suspensas por um tempo, até que os casos aumentem e outra rodada de restrições seja necessária.

Quando isso poderia acontecer é incerto. O principal consultor científico do governo no Reino Unido, Patrick Vallance, disse que "não é possível estabelecer prazos absolutos".

Esse cenário poderia, involuntariamente, levar à imunidade de grupo, à medida que mais e mais pessoas seriam infectadas. A chamada imunidade de grupo ficou mais conhecida depois de o governo britânico ter sido criticado pela estratégia de gerenciar a propagação da infecção para tornar a população imune.

 
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"Estamos falando em reduzir a transmissão em um nível em que, esperamos, apenas uma fração muito pequena do país seja infectada. Então, se continuarmos por mais de dois anos, talvez uma fração suficiente do país naquele momento poderá ter sido infectada para dar algum grau de proteção à comunidade."

Mas há dúvida sobre se essa imunidade poderia durar muito tempo. Outros coronavírus, que causam sintomas comuns de resfriado, levam a uma resposta imune muito fraca e as pessoas podem pegar o mesmo vírus várias vezes na vida.

Alternativas (sem prazo claro)

"A terceira opção é: mudanças permanentes em nosso comportamento, que nos permitam manter baixas as taxas de transmissão", disse Woolhouse.

Isso pode incluir manter algumas das medidas que foram implementadas durante a crise. Ou introduzir testes rigorosos e isolamento de pacientes para tentar monitorar quaisquer surtos.

"Fizemos a detecção precoce e o rastreamento de contatos na primeira vez e não funcionou", acrescenta Woolhouse.

O desenvolvimento de medicamentos que podem tratar com sucesso uma infecção por covid-19 também poderia ajudar em outras estratégias.

Esses medicamentos poderiam ser usados ​​assim que as pessoas apresentassem sintomas, em um processo chamado "controle de transmissão", para impedir que passassem para outros.

 

Ou ainda poderiam ser usados para tratar pacientes no hospital para tornar a doença menos mortal e reduzir as pressões em terapia intensiva. Isso permitiria aos países lidar com mais casos antes de precisar reintroduzir bloqueios drásticos.

Aumentar o número de leitos de terapia intensiva teria um efeito semelhante, ao aumentar a capacidade de lidar com surtos maiores.

Questionado sobre qual seria sua estratégia de saída, o consultor médico chefe do Reino Unido, Chris Whitty, disse: "A longo prazo, claramente uma vacina é uma maneira de sair disso e todos esperamos que isso aconteça o mais rápido possível".

E afirmou que "globalmente, a ciência apresentará soluções".

 
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Por G1 BA.

Superintendente do Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Felipe Vieira, — Foto: Reprodução/TV Bahia

Os baianos podem pedir o adiamento, de até 60 dias, para fazer pagamentos em boletos, de acordo com a superintendência do Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).

A medida foi tomada para evitar a aglomeração de pessoas e disseminação do coronavírus, nas casas de recebimento de valores.

O superintendente do órgão, Felipe Vieira, reforça que o consumidor deve procurar orientações com as empresas que emitiram os boletos. Disse ainda que o consumidor tem que sinalizar para o titular do serviço que ele não conseguiu fazer o pagamento dentro do vencimento, para que obtenham o adiamento sem multas.

"Não é o fato de adiar o vencimento que tira a obrigatoriedade de pagar. A pessoa deve buscar pagar por meio do aplicativo e outros meios de pagamento não presencial. Uma vez estando em contato com o banco, podem sinalizar o adiamento. Como se fosse registrado um protocolo. Se eles não conseguirem pagar pelo aplicativo, pode fazer o pagamento em até 60 dias após o vencimento, sem penalidades de multas", explica.

Felipe Vieira detalhou também que a medida foi adotada pelos principais bancos do país. Conforme informou Felipe, a orientação foi adotada e externalizada pelos principais bancos que são associados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

 

"Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, Santander, entre outros, já anunciaram que seus boletos, emitidos pelo próprio banco para financiamento, consórcio, empréstimo e outros serviços bancários terão esse adiamento. Os serviços de concessionária de água, de luz e telefone devem ter esse adiamento. Aqueles avisos no boleto de 'não receber após o vencimento', 'após o vencimento aplicar multa de', esses avisos perderiam os efeitos. É interessante que o consumidor busque essa orientação direto com as empresas que emitiram os boletos", explicou.

O superintendente disse ainda que o adiamento não tira a obrigação do consumidor de pagar as contas, e exemplificou maneiras de fazer o pagamento das faturas.

"Ficam incentivados os usos das ferramentas digitais, como aplicativos de banco, o internet banking, o banco pelo telefone e buscar junto o emissor dos boletos, ou seja: seja a concessionária de água, luz ou telefone, para ver a melhor forma de fazer esse pagamento", exemplificou.

Casos confirmados

Até sexta-feira (20), os casos confirmados na Bahia são:

  1. Mulher de 34 anos, de Feira de Santana, contaminada após retornar da Itália, com passagens por Milão e Roma, em 25 de fevereiro;
  2. Mulher de 42 anos, de Feira de Santana, trabalhadora doméstica que teve contato com a mulher de 34 anos;
  3. Idosa de 68 anos, de Feira de Santana, mãe da mulher de 42, que teve contato domiciliar com a 2ª paciente;
  4. Idoso de 73 anos, também de Feira de Santana, marido da mãe da trabalhadora doméstica, que teve contato domiciliar com as 2ª e 3ª pacientes;
  5. Mulher de 52 anos, de Salvador, que fez viagem recente à Espanha;
  6. Criança de 11 anos, de Salvador, filha da mulher de 52 anos, que também fez viagem recente à Espanha;
  7. Idoso de 72 anos, de Salvador, que fez viagem recente para a Itália;
  8. Homem de 49 anos, de Salvador, que fez viagem recente à Alemanha e Espanha;
  9. Mulher de 50 anos, de Feira de Santana, que fez viagem recente aos Estados Unidos;
  10. Homem de 43 anos, de Porto Seguro, que foi contaminado durante festa em Itacaré;
  11. Mulher de 35 anos, de Porto Seguro, que teve passagem pelos Estados Unidos Da América;
  12. Mulher, de 42 anos, de Porto Seguro, que teve contato com um paciente contaminado, que estava na festa de casamento da irmã de Gabriela Pugliesi, em Itacaré;
  13. Homem de 42 anos, de Prado, que teve passagem por Milão e Londres;
  14. Idoso de 72 anos, de Salvador, com histórico recente de viagem para São Paulo;
  15. Homem de 50 anos, de Salvador, internado em hospital particular;
  16. Idoso de 60 anos, de Salvador, internado em hospital particular.
  17. Homem de 43 anos, de Salvador, com histórico de contato com paciente diagnosticado para Covid-19;
  18. Mulher de 71 anos, de Salvador, com histórico de viagem pela Espanha e Portugal, que segue internada e evoluindo bem;
  19. Paciente residente em Salvador, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  20. Paciente residente em Salvador, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  21. Paciente residente em Salvador, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  22. Paciente residente em Salvador, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  23. Paciente residente em Salvador, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  24. Paciente residente em Salvador, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  25. Paciente residente em Salvador, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  26. Paciente residente em Salvador, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  27. Paciente residente em Porto Seguro, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  28. Paciente residente em Salvador, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  29. Paciente residente em Lauro de Freitas, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  30. Paciente residente em Lauro de Freitas, sem idade, gênero e meio de transmissão divulgados;
  31. Homem de 42 anos, residente em Itabuna, com histórico de viagem para São Paulo;
  32. Paciente residente em Lauro de Freitas, sem idade, gênero, com transmissão importada;
  33. Paciente em Feira de Santana, sem idade, gênero, com transmissão importada;
  34. Mulher de 22 anos, residente em Camaçari, que teve contato com italianos possivelmente contaminados.
Publicado em BAHIA E REGIÃO

 Prefeito Liciniense Decreta Estendimento de Feira Livre e Proíbe Comerciantes de Outros Estados ou Município.

Medida foi tomada para evitar a propagação do coronavírus

O prefeito de Licínio de Almeida, Frederico Vasconcelos, decretou nesta sexta feira que a feira livre da cidade vai permanecer e se estenderá até o domingo para evitar aglomeração de pessoas em um único dia, e ficando autorizada a comercialização de produtos da feira livre para os comerciantes do município  de Licínio de Almeida de segunda a domindo e proíbe que feirantes de outros estados e outros municípios montem baracas e comercialize aqui na cidade independentemente da mercadoria sendo ela roupas, calçados, cama, mesa e banho,verduras, frutas e alimentos em geral.

Tal medida está sendo tomada como modelo de prevenção da disseminação do COVID-19. 

 

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Por G1 BA — Itamari, BA.

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A paciente esteve a passeio na Itália e retornou para o Brasil há pouco tempo.
A paciente teria sido atendida no Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Caculé, apresentando sintomas da doença. Após avaliada recebeu alta da unidade.
O município de Caculé, região sudoeste da Bahia, com aproximadamente 23.000 habitantes, registra o seu primeiro caso suspeito de coronavírus (COVID-19). A divulgação foi feita na manhã desta terça-feira (17) pelo prefeito Maradona ao Blog do Anderson.
As informações obtidas pelo site Informe Cidade, mas que ainda não foram confirmadas pela Secretaria Municipal de Saúde, é que se trata de uma mulher, na faixa etária de 21 a 25 anos, que esteve a passeio na Itália e retornou para o Brasil há pouco tempo.
A paciente teria sido atendida no Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Caculé, apresentando sintomas da doença. Após avaliada recebeu alta da unidade.  
Em declaração ao Blog do Anderson, o prefeito Beto Maradona disse que o município está tomando medidas para isolar a paciente até que os exames sejam concluídos.
por Informecidade.
Publicado em BAHIA E REGIÃO
A Secretaria Municipal de Saúde de Caetité informou que a segunda paciente com suspeita de Covid-19 deu resultado negativo para a doença. Segundo a pasta, o teste foi realizado pelo Lacen – Laboratório Central do Estado da Bahia que é o responsável oficial por realizar os exames na Bahia, e foi divulgado na noite desta quarta-feira (19). A paciente apresentava histórico de viagem pela cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, estado com casos de transmissão comunitária do novo coronavírus.
Mais um caso suspeito da doença em Caetité é investigado pela Secretaria de Saúde, no entanto, a sobrecarga no Lacen tem atrasado a divulgação dos resultados de exames.
informações Sudoeste Bahia
Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por BBC.Médicos cubanos que permaneceram no país após o término de sua participação no programa Mais Médicos querem ajudar na contenção do coronavírus — Foto: Organização Pan-Americana de Saúde/ BBC

Médicos cubanos que permaneceram no país após o término de sua participação no programa Mais Médicos querem ajudar na contenção do coronavírus — Foto: Organização Pan-Americana de Saúde/ BBC

 

Médicos cubanos que permaneceram no país após o término de sua participação no programa Mais Médicos estão "ansiosos" para voltar ao trabalho e ajudar na contenção do coronavírus, disse à BBC News Brasil Niurka Valdes Perez, representante desses profissionais. Embora o governo de Jair Bolsonaro já tenha anunciado que vai convocá-los, ela diz que o chamado ainda não ocorreu.

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Segundo Perez, que preside a associação de médicos cubanos que ficaram no Brasil (Aspromed), há cerca de 2 mil profissionais que continuam no país. Sem poder exercer a profissão, muitos vivem de bicos e trabalhos informais. Eles se dividem em três grupos: os que se naturalizaram brasileiros, os que receberam o direito de residência permanente, e os que ficaram na condição de refugiados. Já a Embaixada cubana em Brasília diz que parte deles já retornou à Cuba, restando cerca de 1,6 mil no Brasil.

O Ministério da Saúde anunciou que vai contratar 5.811 profissionais para reforçar o enfrentamento ao coronavírus, com contratos de um ano de duração. O primeiro edital de convocação, no entanto, exige que a pessoa tenha registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Essa exigência exclui a imensa maioria dos médicos cubanos, que não possui o Revalida (exame para revalidar diplomas de medicina obtidos em outros países).

 

À BBC News Brasil, o ministério disse que os médicos cubanos só serão chamados na terceira convocação, prevista para ocorrer na próxima semana ou na seguinte. A previsão é de contratar cerca de 1,8 mil cubanos.

A primeira convocação, aberta até este domingo, está registrando grande procura. Até quinta-feira, já havia 7.167 inscritos. No entanto, a participação desses interessados só será confirmada após a verificação de documentos. Em convocações anteriores, houve também desistência de médicos brasileiros depois da distribuição pelas cidades do Brasil. Por isso, o Ministério da Saúde acredita que haverá convocação de cubanos.

Os médicos contratados na primeira convocação devem começar a trabalhar em abril. A bolsa-auxílio será de R$ 12,38 mil.

'Estamos sendo excluídos'Perez, que preside a associação de médicos cubanos que ficaram no Brasil (Aspromed), diz que há cerca de 2 mil profissionais que continuam no país. Sem poder exercer a profissão, muitos vivem de bicos e trabalhos informais — Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado/ BBC

Perez, que preside a associação de médicos cubanos que ficaram no Brasil (Aspromed), diz que há cerca de 2 mil profissionais que continuam no país. Sem poder exercer a profissão, muitos vivem de bicos e trabalhos informais — Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado/ BBC

O governo cubano encerrou sua participação no Mais Médicos em novembro de 2018, logo após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, em reação aos ataques dele aos profissionais de Cuba durante a campanha. Naquele momento, havia mais de oito mil médicos cubanos no país, cerca de metade do contingente do programa.

Porém, no final de 2019, o Congresso aprovou a reintegração dos médicos cubanos que permaneceram no Brasil ao Mais Médicos. Isso foi incluído pelos parlamentares na lei que criou o Médicos pelo Brasil, novo programa do governo federal que deve substituir futuramente o Mais Médicos e que é voltado apenas a médicos com CRM. Por isso, desde o início desse ano os cubanos estão na expectativa de serem recontratados.

 
"A ansiedade para trabalhar e ajudar está muito grande", disse Perez à reportagem. "Estamos vendo que estamos sendo excluídos, até porque o país nesse momento está em uma emergência e eles não usam nós dentro do Mais Médicos, nem falam para quando a gente vai ser chamado", reclamou ainda.

A estimativa do Ministério da Saúde é que 90% dos casos de Covid-19 (nome da doença causada pelo novo vírus) serão tratados nos 42 mil postos de saúde do país. A pasta recomenda que apenas os casos mais graves, que apresentem sintomas como febre, dor de garganta e dificuldade respiratória, recebam tratamento hospitalar.

 
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Segundo Perez, a expectativa dos médicos cubanos é justamente atuar nas unidades básicas de saúde, auxiliando na prevenção ao contágio do coronavírus.

"O programa Mais Médicos nos dá um registro médico autorizado pelo ministério. A gente não pode trabalhar em hospitais. Então, nosso trabalho seria em postos de saúde, em unidades básicas, como fizemos por cinco anos", afirma.

"A maioria de nós trabalhou num período longo no Brasil. Ou seja, conhecemos o SUS (Sistema Único de Saúde), conhecemos como é trabalhar com a população brasileira", reforça.
 

Estudantes serão convocados para atuação voluntária

Nesta quinta-feira (19), o Ministério da Saúde também anunciou que convocará estudantes do último ano dos cursos de medicina, enfermagem, fisioterapia e farmácia para trabalhar voluntariamente em postos de saúde e, sob supervisão, em hospitais. Esses estudantes serão treinados nos protocolos de atendimento no caso de coronavírus e receberão um bônus de 10% nas provas de residência médica. Os detalhes dessa iniciativa serão ainda divulgados por meio de portarias.

Além disso, o ministério está fazendo um cadastramento de todos os profissionais de saúde já formados do país, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, odontólogos e farmacêuticos, para que possam ser recrutados em caso de aumento da necessidade de força de trabalho.

"Então, já teremos um grande banco de dados daquele profissional que vai estar em casa ou que eventualmente só trabalha em um turno e pode disponibilizar outro turno do seu trabalho se, eventualmente, com o prosseguimento da situação de epidemia, nós necessitarmos de mais força de trabalho", disse a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.

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Sexta, 20 Março 2020 14:24

Como o coronavírus é transmitido?

Por G1.

A transmissão do novo coronavírus ocorre pelo contato com o vírus, que é transportado por gotículas expelidas pela fala, tosse ou espirro de pessoas doentes. A infecção se dá quando estas gotículas entram em contato com a mucosa dos olhos, nariz e boca.

Estas gotículas com o vírus podem estar presentes no ar, ao serem expelidas, ou podem estar sobre superfícies contaminadas, como o rosto ou mãos, e objetos, como maçanetas, botões de elevador, corrimão, e apoios em transporte público, por exemplo.

Para evitar o contágio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que se mantenha uma distância de 2 metros do indivíduo doente, segundo o infectologista Wladimir Queiroz, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, especialista em doenças infecciosas e parasitárias e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.

“O costume latino-americano de abraçar, beijar, manter contato mais próximo pode vir a ser um risco maior para essas culturas”, afirmou Queiroz.

A limpeza das superfícies também pode evitar a proliferação do vírus. Ela pode ser feita com produtos desinfetantes como álcool 70%, água sanitária ou até água com sabão.

O Ministério da Saúde alerta para que não seja feito o compartilhamento de itens pessoais, como talheres e toalhas.

 

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Substância está em medicamentos contra a malária, por exemplo. Presidente dos EUA pediu rapidez na liberação de remédios contra o novo coronavírus; agência reguladora defende continuidade dos testes clínicos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta quinta-feira (19) que não tem recomendação para uso de medicamentos que contém hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento da Covid-19. As substâncias estão presentes em medicamentos contra a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros.

"Apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19. Assim, não há recomendação da Anvisa, no momento, para o uso em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação. Ressaltamos que a automedicação pode representar um grave risco à sua saúde." – Anvisa

Ao menos quatro medicamentos apresentaram resultados positivos – mas ainda preliminares – em pesquisas científicas no tratamento da Covid-19. A cloroquina foi testada em um grupo muito pequeno em Marselha, na França, em 20 pacientes. O vírus desapareceu depois de seis dias.

O teste com o kevzara vai começar com pacientes em Nova York e vai ser expandido para 16 lugares. A intenção é estudar a reação em 400 pacientes em estado grave para entender o impacto na febre e falta de ar.

A China prometeu publicar em breve um estudo detalhado do uso do favipiravir, desenvolvido no Japão que, segundo médicos chineses, mostrou resultados promissores em 340 pacientes.

O Remdesivir salvou a vida de um paciente com a Covid-19 nos Estados Unidos, segundo o New England Journal of Medicine. Na Universidade de Nebraska, o médico brasileiro André Kalil lidera os testes com essa droga e espera ter um resultado preliminar nos próximos meses.

Apesar dos testes trazerem esperança, ainda é muito cedo para saber se esses remédios realmente serão eficazes no tratamento da Covid-19. Os especialistas são unânimes no alerta de que a automedicação pode causar um problema ainda maior do que o próprio coronavírus.

“Se simplesmente as pessoas começarem a receber qualquer tipo de medicação, não só vai haver o risco de pessoas morrerem em função das drogas em vez de morrerem em função do vírus, mas também, no final do surto, nós não vamos saber o que funciona e o que não funciona”, explicou Kalil.

Trump chama testes de tratamento para Covid-19 de animadores

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Sem estoques

Nos EUA, farmácias independentes e a Sociedade Americana de Farmacêuticos do Sistema de Saúde (ASHP) dizem que os estoques da hidroxicloroquina - droga para tratar malária - estão agora com oferta pequena com o aumento da demanda no meio da propagação do novo coronavírus.

 
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O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu nesta quinta-feira aos reguladores de saúde do país para acelerar a aprovação de terapias potenciais com o objetivo de tratar a Covid-19, para a qual ainda não há tratamentos ou vacinas aprovadas.

Trump disse que o governo avalia a hidroxicloroquina e o medicamento antiviral exprimental da Gilead Sciences, o Remdesivir, que passa por testes clínicos para a doença respiratória.

"Atualmente trabalhamos com quatro distribuidores diferentes e desde hoje temos impossibilidades de encomendar tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina", que estão em atraso, disse David Light, chefe executivo da farmácia online Valisure, em um comunicado por e-mail.

"Kaletra e losartan estão sendo racionados, o que significa que podemos pedir apenas quantidades limitadas", acrescentou.

Kaletra, medicamento que faz parte do coquetel de tratamento para o HIV e é vendido pela AbbVie, e o genérico para tratamento de pressão arterial losartan também foram considerados com potencial para tratar o vírus, embora investigadores chineses tenham reportado que o Kaletra fracassou em melhorar os resultados para os pacientes da Covid-19 em estado grave.

Jeff Bartone, dono da Hock's Pharmacy em Ohio, disse que conseguiu comprar cinco frascos de hidroxicloquina nesta quinta, mas que em um intervalo de uma hora seu distribuidor já estava sem estoque do medicamento. Ele disse ter quatro fornecedores reserva mas que todos também estavam sem o medicamento.

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Por France Presse.

Metade dos estudantes do mundo, ou seja, mais de 850 milhões de crianças e adolescentes, estão sem aulas devido à pandemia de coronavírus, anunciou nesta quarta-feira (18) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Com o fechamento total de escolas e universidades em 102 países e o fechamento parcial em outros 11 em consequência da pandemia da Covid-19, o número de estudantes sem aulas dobrou em quatro dias e deve continuar aumentando, destacou a organização em um comunicado.

"Isto impõe aos países desafios imensos para poder proporcionar um aprendizado ininterrupto a todas as crianças e jovens de maneira equitativa", afirmou a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.

Como resposta imediata ao fechamento das escolas, a Unesco criou um grupo de trabalho para proporcionar assessoria e assistência técnica aos governos, anunciou a instituição, que tem sede em Paris.

A organização também destacou que está organizando reuniões virtuais periódicas com os ministros da Educação de todo o mundo para compartilhar experiências e avaliar as necessidades prioritárias.

 
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Por RPC Foz do Iguaçu e G1 PR.

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, anunciou o fechamento da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira com o Brasil, que liga Cidade del Leste a Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O bloqueio iniciou a 0h desta quarta-feira (18).

A decisão foi divulgada na noite de terça-feira (17) pelo governo paraguaio, e a medida é válida por 15 dias. O objetivo é evitar a propagação do novo coronavírus.

  • Veja o que foi cancelado ou adiado no Paraná

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), até a noite de terça-feira, havia 12 casos confirmados do novo coronavírus e 240 casos suspeitos no Paraná. Em Foz do Iguaçu, há um caso suspeito, conforme o último boletim divulgado.

Antes da medida, cerca de 100 mil pessoas passavam por dia pela ponte que liga os dois países, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 

Segundo o governo paraguaio, paraguaios e estrangeiros residentes não podem mais ir para Foz do Iguaçu — Foto: Renan Gouveia/RPC

 

Quem pode passar pela ponte

Conforme a a migração paraguaia da Ponte da Amizade, durante esse período, paraguaios e estrangeiros que moram no país estão proibidos de sair do Paraguai.

As exceções são válidas para turistas sem documento paraguaio, caminhoneiros e veículos com mercadorias, e paraguaios que estejam em tratamento médico no Brasil.

Poderão entrar no Paraguai, segundo a migração do país, os moradores do país. Entretanto, eles terão que ficar em quarentena por 14 dias em casa.

O controle da quarentena, das pessoas que ingressarem, será feito pelo Ministério da Saúde do Paraguai, que irá registrar a entrada de todos no país pela Ponte Internacional da Amizade.

A medida do governo paraguaio é válida desde a 0h desta quarta-feira (18) — Foto: Cassiano Rolim/RPC

A medida do governo paraguaio é válida desde a 0h desta quarta-feira (18) — Foto: Cassiano Rolim/RPC

Estrangeiros irregulares

De acordo com a migração do Paraguai, com a nova medida do governo, os brasileiros que estavam irregulares no país vizinho não podem sair. Dependendo da situação, é necessário pagar uma multa equivalente a R$ 210 para que a pessoa possa voltar para Foz do Iguaçu.

“Os brasileiros, a maioria é estudante, que entraram no Paraguai sem registrar sua entrada, ou seja, entraram de forma irregular, agora estão tendo problema para sair. Porque eles não fizeram sua entrada e ao sair se pede a documentação de entrada. Sem ter isso, é gerada uma multa administrativa, de 253 mil guaranis", disse o chefe de migração do Paraguai, Adrián Mieres.

 

Com a medida, o exército paraguaio esteve com dois veículos militares na ponte durante a madrugada de quarta-feira.

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Por G1 BA.

O governo da Bahia anunciou na tarde desta quarta-feira (18) que as rodoviárias de Salvador, Porto Seguro, Prado e Feira de Santana, cidades com casos confirmados de coronavírus, serão fechadas totalmente, como prevenção ao novo coronavírus.

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  • Veja perguntas e respostas sobre a doença
  • Sobe para 10 nº de casos confirmados do coronavírus na Bahia

Além disso, o governo informou que solicitará às agências nacionais de Aviação Civil (Anac) e de Vigilância Sanitária (Anvisa) a suspensão, em caráter emergencial, de voos saindo ou chegando de aeroportos baianos para o exterior e para cidades brasileiras com casos de contaminação comunitária, como Rio de Janeiro e São Paulo.

As medidas ocorrem pouco tempo depois do governador Rui Costa (PT) comunicar a suspensão do transporte intermunicipal.

“São medidas duras de restrição de circulação, mas são absolutamente necessárias para que vidas humanas sejam salvas”, conclui Rui.

Conforme a determinação, a partir de sexta-feira (20), nenhum veículo sairá ou chegará na rodoviária de Salvador, que estará fechada. A previsão é que a medida fique em vigor durante por 10 dias.

Com relação à suspensão dos voos, o governador Rui Costa afirmou que assinará os pedidos para a Anac e Anvisa ainda nesta quarta.

 

“A fim de suspender, imediatamente e em caráter emergencial, todos esses voos. Afinal, os casos registrados na Bahia são de pessoas que chegaram do exterior e dessas duas cidades”, explicou o governador.

Outras medidas

O governador determinou também a suspensão de eventos que reúnam mais de 50 pessoas em Salvador, Feira de Santana e Porto Seguro – cidades onde já tiveram casos confirmados –. A nota detalha anda que a medida vale para eventos de cunho religioso, político ou cultural. Há também a suspensão das atividades em ginástica de dança e ginástica.

Outra determinação é a medição da temperatura das pessoas que chegam no estado, seja por aeroportos, rodoviária e rodovias federais, principalmente em passageiros que vêm de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife – cidades em que a contaminação pelo coronavírus já considerada comunitária.

O aeroporto e rodoviária da cidade de Barreiras, no oeste da Bahia, aderiu à medição da temperatura antes do posicionamento do governo.

Postos avançados serão instalados nas BRs 116, 101 e 242, que ligam a Bahia ao centro-oeste do país. A medição da temperatura também será feita em passageiros de caminhões e ônibus. Quem apresentar temperatura elevada ou febre, não terá a entrada permitida no estado. Caso seja baiano, será orientado sobre os procedimentos que deve adotar.

Casos confirmados

Até esta quarta-feira (18), os casos confirmados na Bahia são:

  1. Mulher de 34 anos, de Feira de Santana, contaminada após retornar da Itália, com passagens por Milão e Roma, em 25 de fevereiro;
  2. Mulher de 42 anos, de Feira de Santana, trabalhadora doméstica que teve contato com a mulher de 34 anos;
  3. Idosa de 68 anos, de Feira de Santana, mãe da mulher de 42, que teve contato domiciliar com a 2ª paciente;
  4. Idoso de 73 anos, também de Feira de Santana, marido da mãe da trabalhadora doméstica, que teve contato domiciliar com as 2ª e 3ª pacientes;
  5. Mulher de 52 anos, de Salvador, que fez viagem recente à Espanha;
  6. Criança de 11 anos, de Salvador, filha da mulher de 52 anos, que também fez viagem recente à Espanha;
  7. Idoso de 72 anos, de Salvador, que fez viagem recente para a Itália;
  8. Homem de 49 anos, de Salvador, que fez viagem recente à Alemanha e Espanha;
  9. Mulher de 50 anos, de Feira de Santana, que fez viagem recente aos Estados Unidos;
  10. Homem de 53 anos, de Porto Seguro, que foi contaminado durante festa em Itacaré.
  11. Mulher de 35 anos, de Porto Seguro, que teve passagem pelos Estados Unidos Da América;
  12. Mulher, de 42 anos, de Porto Seguro, que teve contato com um paciente contaminado, que estava na festa de casamento da irmã de Gabriela Pugliesi, em Itacaré;
  13. Homem de 42 anos, de Prado, que teve passagem por Milão e Londres;
  14. Idoso de 72 anos, de Salvador, com histórico recente de viagem para São Paulo;
  15. Homem de 50 anos, de Salvador, internado em hospital particular;
  16. Idoso de 60 anos, de Salvador, internado em hospital particular.
  17. Homem, que é médico, e foi infectado quando atendia um dos primeiros pacientes contaminados com a Covid-19.
  18. Mulher, 71 anos, com histórico de viagem pela Espanha e Portugal, que segue internada e evoluindo bem
 

Notificações

A Bahia registrou 671 casos suspeitos de Covid-19 (coronavírus), de janeiro até esta quarta-feira, quando o último boletim da Sesab foi divulgado.

Desse total, 18 foram confirmados, e 278 aguardam análise laboratorial e 375 foram descartados. O diagnóstico positivo para o novo coronavírus pode cursar com grau leve, moderado ou grave.

A depender da situação clínica, pode ser atendido em unidades primárias de atenção básica, unidades secundárias ou precisar de internação. Mesmo definindo unidades de referência, não significa que ele só pode ser atendido em hospital.

Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Publicado em BAHIA E REGIÃO
Diante do avanço da pandemia do novo coronavírus, o prefeito de Licínio de Almeida Frederico Vasconcelos, informou hoje que decidiu cancelar provisoriamente a inauguração da quadra poliesportiva Waldeck Ornelas, o aniversário da cidade e uma série de restrições a eventos públicos (veja vídeo abaixo), a fim de prevenir a pandemia do novo coronavirus que vem se expandindo em nosso país.
As aulas não serão suspensas mais o prefeito conscientiza a população a não levarem crianças com febre e sintomas de gripe para as escolas e aguardar o posicionamento mais concreto do governo do estado .
Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA

Por Fantástico. .
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Hospital no epicentro do coronavírus na China não tem mais pacientes infectados

 

Em toda a China, o número de infectados pelo coronavírus - que no começo de fevereiro chegou a 4.000 casos -, foi de apenas 30 neste sábado (14). A semana foi de celebrações no país.

Controlar o movimento de pessoas, testar a população e isolar os infectados foram as soluções encontradas pelos chineses.

Os casos suspeitos são avaliados e testados em áreas separadas nos hospitais. Os infectados graves são hospitalizados e todos os demais ficam em observação, mas não em casa.

Isso porque os chineses descobriram que uma pessoa infectada, mesmo sem sintomas, mas em isolamento domiciliar, estava espalhando o vírus para o resto da família. Lá, quase 80% das transmissões aconteceram dentro de casa, entre grupos familiares. Saiba mais no vídeo acima.

Publicado em BRASIL E MUNDO
Decreto estabelece que circulação de pessoas entre cidades fica restrita a motivos relacionados a trabalho ou saúde. Reuniões públicas passaram a ser proibidas.

A Itália amanheceu com as ruas desertas nesta terça-feira (10) após o governo ampliar as medidas de restrição de deslocamento para todo o país em uma tentativa de conter o pior surto de coronavírus da Europa.

O país tem o maior número de casos de Covid-19 fora da Ásia -- são 10.149 pessoas confirmadas com a doença e, até o momento, 631 mortes.

As medidas anunciadas na segunda pelo premiê Giuseppe Cont, ampliaram os isolamentos já em vigor na região da Lombardia, no norte da Itália, e em províncias vizinhas. Elas valem para toda a Itália até, ao menos, 3 de abril. Veja quais são:

  • Circulação de pessoas entre cidades fica restrita a motivos relacionados a trabalho ou saúde; passageiros devem ter uma declaração com a justificativa da viagem, que pode ser checada
  • Proibição de reuniões públicas, inclusive cerimônias religiosas como funerais e casamentos
  • Fechamento de bares e restaurantes deve ocorrer no máximo até as 18h
  • Fechamento de escolas e faculdades
  • Suspensão de todos os eventos esportivos, incluindo futebol
  • Limitação de visitas em hospitais e outras unidades de saúde
 
'No mercado só pode entrar 1 pessoa por família', contam brasileiros na Itália

'No mercado só pode entrar 1 pessoa por família', contam brasileiros na Itália

 Freira caminha pela Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta terça-feira (10) — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane

Freira caminha pela Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta terça-feira (10) — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane

"O futuro da Itália está em nossas mãos. Vamos todos fazer nossa parte, abdicando de algo pelo nosso bem estar coletivo", tuitou Conte, encorajando as pessoas a se comprometerem individualmente.

No decorrer do dia, as ruas de Roma estavam mais quietas que o normal. Moradores da cidade encontravam lugares com facilidade no metrô normalmente lotado durante o horário de pico matinal.

"Toda a Itália está fechada agora" foi a manchete do jornal "Corriere della Sera".

'Medo'

Vivendo na Itália há 15 anos, a veterinária goiana Yarla Carvalho, de 38 anos, diz que um clima de “medo e insegurança” se instaurou.

Ela vive com o noivo italiano em Santarcangelo di Romagna, na província de Rimini, no norte. As ruas da comunidade, sempre cheias de gente, estão vazias. “Nunca vi isso aqui. A Itália nunca parou. A gente fica chocada. Geralmente não tenho pânico, mas nesse caso dá medo. A gente não sabe o que pode acontecer, temos que esperar”, disse.Mulher tira foto sozinha na Fontana di Trevi, em Roma, um local geralmente lotado de turistas, e que agora está vazio por causa da restrição de deslocamento imposta pelo governo — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane

Mulher tira foto sozinha na Fontana di Trevi, em Roma, um local geralmente lotado de turistas, e que agora está vazio por causa da restrição de deslocamento imposta pelo governo — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane

 
Pouco depois de as medidas serem anunciadas, consumidores correram para comprar alimentos e produtos de necessidade básica nos supermercados, fazendo com que o governo afirmasse que mantimentos estariam garantidos e pedisse para as pessoas não entrarem em pânico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elogiou a resposta "agressiva" da Itália desde que os primeiros casos do vírus irromperam perto de Milão há cerca de três semanas, embora as perdas econômicas sejam grandes.

A Itália é o país europeu mais atingido pela atual onda da epidemia e o terceiro em nível mundial. O contágio veio à tona há mais de duas semanas e concentra-se em um punhado de locais no norte da Itália, mas agora foram confirmados casos em cada uma das 20 regiões do país, com mortes registradas em oito delas.

 Entregador pedala pelo Campo dei Fiori, em roma, no primeiro dia em que restrição de deslocamento imposta pelo governo está em vigor — Foto: Remo Casilli/Reuters

Entregador pedala pelo Campo dei Fiori, em roma, no primeiro dia em que restrição de deslocamento imposta pelo governo está em vigor — Foto: Remo Casilli/Reuters

Na segunda-feira, a bolsa de Milão caiu mais de 11%, registrando recuperação de 3% na terça. Os custos de empréstimos da Itália dispararam, revivendo temores de que uma economia já à beira da recessão e que luta com a segunda maior dívida da zona do euro possa mergulhar em crise.

"Vou assinar uma medida que podemos resumir como 'fique em casa'. Não haverá mais uma 'zona vermelha na península — a Itália inteira será uma área protegida", disse Conte durante o anúncio da ampliação de restrições.
 

Pessoas que precisem se deslocar de uma cidade para outra deverão ter um documento que comprove a justificativa. As autoridades italianas poderão verificar os documentos.

O transporte público, entretanto, continua em funcionamento. Segundo Conte, a medida foi tomada para permitir que as pessoas mantenham os trabalhos dentro da cidade e não piorar os efeitos econômicos do novo coronavírus na Itália.

 Homem caminha diante de loja de grife na Via dei Condotti, em Roma, nesta terça (10) — Foto: Remo Casilli/Reuters

Homem caminha diante de loja de grife na Via dei Condotti, em Roma, nesta terça (10) — Foto: Remo Casilli/Reuters

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Quarentena no norte da Itália

No sábado (7) o governo da Itália já havia decretado quarentena em toda região da Lombardia, incluindo a capital econômica do país, Milão, assim como a região de Veneza, o norte de Emiglia Romana e o leste de Piemonte. As medidas afetavam 16 milhões de pessoas e ao menos 16 províncias vizinhas.

A imposição de restrições implica um sacrifício econômico no curto prazo em uma tentativa de evitar uma epidemia mais severa.
Publicado em BRASIL E MUNDO

ASecretaria estadual de Saúde (Sesab) distribuiu para as secretarias municipais um plano de contingência para o enfrentamento ao novo coronavírus na Bahia [veja arquivo abaixo]. O documento foi enviado por e-mail para todos os gestores de saúde das 417 cidades baianas, mas também está disponível no site da Sesab.

O objetivo é preparar as cidades para o surgimento de novos casos da doença. Em um vídeo divulgado pela instituição, o secretário estadual Fábio Vilas-Boas solicita que os responsáveis pela pasta nos municípios estudem o plano e, se houver qualquer dúvida, mandem e-mail ou liguem para a Superintendência de Proteção e Vigilância da Saúde, cujo número é (71) 3115-4219/30.

“Ao longo dos próximos dias e semanas, quando surgirem novos casos suspeitos, que nós possamos ter um enfrentamento e decisões tomadas de forma mais ágil e coordenada”, ressaltou Vilas-Boas.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por G1.

Um estudo publicado nesta terça (10) na revista "The Lancet HIV" sugere que um paciente com o vírus HIV que foi submetido a um transplante de células-tronco não apresenta mais sinais de infecção.

A pesquisa, feita por cientistas de Universidade de Cambridge, apontou que não há mais sinais do vírus nas amostras de sangue do paciente, 2 anos e meio (30 meses) depois de ele interromper o tratamento antirretroviral contra o HIV.

É o segundo caso desse tipo em todo o mundo. O primeiro ocorreu em 2011, quando o chamado "paciente de Berlim" se tornou o primeiro a reportar a cura da infecção por HIV.

"Sugerimos que nossos resultados representam uma cura do HIV", afirmam os autores, depois de testarem amostras de sangue, tecido e esperma.

"Testamos um número considerável de lugares onde o vírus gosta de se esconder e praticamente tudo deu negativo", disse o professor Ravindra Gupta, um dos autores do estudo, à agência AFP.

Os pesquisadores apontam que restos do DNA do vírus foram detectados em algumas amostras de tecido, mas que estes seriam resquícios “fósseis”, incapazes de reproduzir o vírus.

"É difícil imaginar que todos os vestígios de um vírus que infecta bilhões de células foram eliminados", comemorou Gupta.

 

Tratamento

Este caso ficou conhecido como o “paciente de Londres”. Tanto ele como o anterior, de 2011, foram submetidos ao mesmo procedimento, que inclui duas sessões de transplante de células-tronco de doadores específicos – que possuem um gene resistente ao vírus. O objetivo é tornar o vírus incapaz de se replicar no corpo do paciente, substituindo as células de defesa pelas do doador.

O procedimento usado para os dois pacientes curados é considerado arriscado, ressalta Gupta.

"Temos que colocar na balança a taxa de mortalidade de 10% para um transplante de células-tronco. Não é um tratamento que seria oferecido amplamente a pacientes com HIV que estejam em um tratamento antirretroviral de sucesso", lembrou o cientista.

O primeiro caso deste tipo, o "paciente de Berlim", passou por um tratamento com radiação no corpo inteiro, e, depois, dois transplantes de células-tronco de um doador que tinha um gene resistente ao vírus HIV. Depois, foi feito um tratamento com quimioterapia.

Já este segundo caso, o "de Londres", passou por um transplante, um tratamento com quimioterapia de intensidade reduzida e não precisou de radiação. Em 2019, foi relatado que o vírus estava em remissão.

Comparado ao tratamento usado no paciente de Berlim, os autores destacam que o paciente de Londres representa um passo em direção a uma abordagem de tratamento menos intensiva, mostrando que a remissão a longo prazo do HIV pode ser alcançada usando esquemas de drogas de intensidade reduzida, com apenas um transplante de células-tronco em vez de dois e sem radiação total do corpo.

Mas, como o paciente é apenas o segundo a ter sucesso nesse tipo de tratamento, ele também continuará a ser testado regularmente para monitorar um possível reaparecimento do vírus.

Segundo o programa das Nações Unidas para a Aids, a UNAids, havia, em 2018, 38 milhões de pessoas vivendo com o vírus HIV em todo o mundo. No mesmo ano, cerca de 770 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à Aids.

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Por João Souza, G1 BA.

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O primeiro caso de coronavírus foi confirmado na cidade de Feira de Santana, segundo o que divulgou o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, nesta sexta-feira (06). Conforme o secretário, a paciente é uma mulher de 34 anos, que retornou da Itália em 25 de fevereiro.
“O primeiro atendimento e as amostras foram coletadas em um hospital particular da capital baiana, sendo enviadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro. O resultado laboratorial confirmando o diagnóstico foi concluído hoje”, disse.
“Ressalto que trata-se de um caso importado. A paciente contaminou-se na Europa e veio manifestar os sintomas depois de ter chegado ao Brasil. Todas as medidas de contenção para garantir que não houvesse a contaminação de outras pessoas foram e estão sendo tomadas”, completou.
Ainda conforme o secretário, a paciente está em casa e ainda não apresentou sintomas da doença. No entanto, ela permanece isolada e estão sendo adotadas as medidas de precaução de contato. O monitoramento é realizado pelo CIEVS/BA e Sec Municipal de Saúde.
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Por G1.

Ella Rogers tem dois anos e anda de cadeira de rodas porque nasceu com espinha bífida, uma doença congênita que causa o fechamento incompleto da coluna do bebê e o impede de andar. No caso da menina, a doença a paralisou do meio do peito para baixo.

Recentemente, Ella ganhou de sua mãe uma Barbie em uma cadeira de rodas azul. A reação de surpresa e felicidade da menina foi gravada pela mãe e postada na internet. O vídeo viralizou.

“Ela tem uma cadeira de rodas”, diz a mãe, enquanto a criança segura a boneca, maravilhada. “Ela é igual a você!”

Após o vídeo ganhar o coração dos internautas, a fabricante da boneca enviou vários modelos de Barbie versão cadeirante para menina.

Ella nasceu no dia 3 de agosto e tem um irmão de 5 anos, Zachary. A família é de Ohio, nos Estados Unidos.Ella Rogers e o irmão Zachary. — Foto: Redes sociais/Reprodução

Ella Rogers e o irmão Zachary. — Foto: Redes sociais/Reprodução

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Por G1 BA.

A Bahia registrou 49 casos suspeitos de Covid-19 (coronavírus), de janeiro até às 17h desta segunda-feira (2). A informação foi divulgada através de uma nota conjunta da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e Secretaria Municipal de Saúde de Salvador. Casos só são oficialmente reconhecidos como suspeitos após confirmação do Ministério da Saúde, o que ainda não ocorreu.

Desse total, 21 casos foram excluídos por não se enquadrarem no protocolo do Ministério da Saúde, 11 foram descartados laboratorialmente e 17 aguardam análise laboratorial.

Os municípios notificantes foram Camaçari (3 casos), Feira de Santana (3), Ilhéus (1), Itabuna (4), Jacaraci (2), Jequié (2), Lauro de Freitas (1), Salvador (26), Teixeira de Freitas (1), Tucano (1) e Vitória da Conquista (5). Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com os Cievs municipais.

A pasta alertou que o paciente com diagnóstico positivo para o novo coronavírus pode ter a doença em grau leve, moderado ou grave. A depender da situação clínica, pode ser atendido em unidades primárias de atenção básica, unidades secundárias ou precisar de internação. Mesmo definindo unidades de referência, não significa que ele só pode ser atendido em hospital.

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Segundo o Ministério da Saúde, para um caso ser considerado suspeito, é necessário:

  • Situação 1: Febre E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) E histórico de viagem para área com transmissão local, de acordo com a OMS, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU
  • Situação 2: Febre E pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) E histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus (COVID-19), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU
 
  • Situação 3: Febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) E contato próximo de caso confirmado de coronavírus (COVID-19) em laboratório, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

Os países considerados área de transmissão são: Japão, Itália, Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Malásia, Singapura, Coreias do Sul e Norte, Tailândia, Vietnã, Cambodja e China.

O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). Na suspeita de coronavírus, é necessária a coleta de duas amostras, que serão encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA).

Para confirmar a doença, é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o genoma viral. O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito.

Dicas de Prevenção

  • Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;
  • Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool;
  • Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente;
  • Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos.
Publicado em BAHIA E REGIÃO
Sábado, 29 Fevereiro 2020 20:50

Coronavírus: veja perguntas e respostas

Por G1.

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Por TV Bahia.

O virologista Gúbio Soares, do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA), desenvolveu junto à equipe dele um teste rápido que pode identificar o coronavírus em cerca de 3 horas.

Gúbio, que foi um dos pesquisadores que identificaram o zikavírus, conta que o teste é moderno e feito em uma máquina do instituto na Bahia. A técnica, conforme relatou, é a mesma que é usada na China, Alemanha e Estados Unidos.

"Nós usamos um teste específico para o coronavírus, que funciona só com coronavírus. Temos um equipamento mais moderno, muito mais sensível para todos os vírus que a gente queira trabalhar. Na realidade ele é um real time mais moderno, mais sensível, com resultado mais breve", explica.

O pesquisador conta que a extração do material genético do vírus é feita nesse equipamento.

"É um equipamento automatizado, não tocamos no material, colocamos com luva e máscara. A partir dali nós vamos extrair o material genético do vírus e vamos levar para outra máquina. Usamos a secreção da faringe", diz.

 Equipamento onde é feito teste rápido desenvolvido pela UFBA para identificar o coronavírus — Foto: Reprodução/TV Bahia

Equipamento onde é feito teste rápido desenvolvido pela UFBA para identificar o coronavírus — Foto: Reprodução/TV Bahia

 

Sobre o uso do equipamento, Gúbio conta que ele pode ser usado tanto pela rede pública, quanto a particular. Entretanto, ele explica que a rede pública tem um fluxo determinado pelo Ministério da Saúde, e que as amostras são processadas pelos laboratórios públicos.

"Meu objetivo é como foi com o zikavírus, que nós identificamos. Veio uma amostra de um hospital particular de Camaçari, e nós processamos essa amostra. Qualquer hospital que quiser mandar as amostras suspeitas para nós [do coronavírus], nós fazemos e damos o resultado ao hospital. Já existe uma normativa de fluxo para os laboratórios públicos, mas nós queremos oferecer nossa capacidade técnica, científica de um descobrimento de vírus, que a gente tem trabalhado aqui, para oferecer ao estado, ao país, à população, e beneficiar principalmente o povo", conta.

A Bahia não possui casos suspeitos de coronavírus. Já o Brasil tem nove casos suspeitos, mas nenhum confirmado. A doença já matou 637 pessoas na China.

Sobre a doença, o pesquisador diz que os brasileiros não têm motivo para preocupação, até mesmo com a chegada do carnaval.

"Esse vírus, já se sabe que ele vai ficar concentrado na China. Existe um controle muito grande do governo da China. Os casos que estão aparecendo no mundo são de turistas que estavam na China e voltaram para os seus países. A população brasileira não precisa entrar nesse medo excessivo, porque aqui no Brasil não vem muito turista chinês para o carnaval. E como a saída do chinês está mais difícil, até pelo controle do país, não vai chegar o vírus aqui no Brasil", diz.

Gúbio ainda explicou sobre a taxa de mortalidade e do público de alcance da doença.

"A taxa de mortalidade do vírus é muito baixa, é de 2%. Ele atinge, já se sabe, uma população com mais de 60 anos. Para que as pessoas venham morrer têm de ter uma deficiência imunológica, uma doença prévia. Eu acho que a população tem que se tranquilizar. Existe virologista no mundo inteiro já falando sobre isso, de que esse vírus não vai se disseminar, ele vai se controlar na China", conta.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Vanessa Martins, G1 GO.

Brasileiros que embarcaram em Wuhan, na China, a caminho de Anápolis, compartilharam fotos da viagem de volta ao Brasil nesta sexta-feira (7). Nas imagens, eles relatam que passaram por um check-up antes de embarcar e a ansiedade de voltar para casa.

Todos aparecem usando máscaras cirúrgicas e, dentro do voo, há pessoas com roupas de proteção para o corpo todo 

Chegando ao Brasil, eles ficarão hospedados nos Hotéis de Trânsito da Base Aérea de Anápolis, a 55 km de Goiânia. As 38 suítes com aparelhos de ar-condicionado, TVs e frigobar estão prontas para recebê-los.

Entre os brasileiros que estão voltando de Wuhan estão a pequena Isabela Lassalle Zhang e a mãe dela, Hui Zhang, de 33 anos. Elas estavam há três meses na China. Foram para que os familiares conhecessem a nova bebê da família e não puderam voltar.A pequena Isabela Lassalle Zhang no avião a caminho de Anápolis — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Hui Zhang

A pequena Isabela Lassalle Zhang no avião a caminho de Anápolis — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Hui Zhang

Entenda quem são os tripulantes, repatriados e estrangeiros que embarcaram:

Fazem a viagem completa e ficarão em quarentena em Anápolis 34 passageiros:

  • 4 chineses casados com brasileiros;
  • 7 crianças com idades entre 2 e 12 anos;
  • 23 brasileiros adultos – casais e homens e mulheres solteiros (sendo três diplomatas).

A tripulação das aeronaves é formada por:

  • 14 médicos
  • 8 tripulantes
  • 2 jornalistas

Estrangeiros que tiveram autorização do governo federal para embarcar, mas que desembarcarão em escalas que serão feitas no meio do caminho até Anápolis:

  • 4 poloneses;
  • 1 indiano;
  • 1 chinês.
 Brasileiros passando por check-up em Wuhan antes de embarcar para o Brasil — Foto: Reprodução/Instagram

Brasileiros passando por check-up em Wuhan antes de embarcar para o Brasil — Foto: Reprodução/Instagram

Cuidados

A previsão da Força Aérea Brasileira (FAB) é de que o grupo chegue a Anápolis até a madrugada de domingo (9).

 

Durante o tempo que ficarem na Base Aérea, só poderão sair dos quartos usando máscaras cirúrgicas. Eles devem ter seus sinais vitais monitorados três vezes ao dia. Diante de qualquer alteração mais grave no quadro clínico, a pessoa envolvida será transportada, caso necessário, para o Hospital de Base, em Brasília.

Após o período de quarentena, os brasileiros podem ir para suas respectivas cidades. Depois, caso queiram voltar para a China, as despesas são por conta própria.

 Base Aérea de Anápolis conta com brinquedoteca, área verde e espreguiçadeiras — Foto: Sílvio Túlio/G1

Base Aérea de Anápolis conta com brinquedoteca, área verde e espreguiçadeiras — Foto: Sílvio Túlio/G1

Rotina na quarentena

A FAB deu detalhes sobre as adaptações que estão sendo feitas na Base Aérea de Anápolis para receber o grupo. Foram adquiridos itens novos como roupas de cama, berços, fraldas e até cortinas com material anti-alergênico.

Veja o que será oferecido aos repatriados na quarentena:

  • Seis refeições diárias: café, colação, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia (acompanhados por nutricionistas);
  • Videogame, brinquedoteca, jogos, biblioteca, apresentação de bandas militares;
  • Internet, TV a cabo, frigobar e geladeira sem itens alcóolicos;
  • Serviço religioso;
  • Emergência odontológica;
  • Apoio psicológico e pedagógico.
 Espaço para banda militar se apresentar aos repatriados na Base Aérea de Anápolis Goiás — Foto: Sílvio Túlio/G1 GO

Espaço para banda militar se apresentar aos repatriados na Base Aérea de Anápolis Goiás — Foto: Sílvio Túlio/G1 GO

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por G1.

Brasil poderá ter 625 mil novos casos de câncer em 2020, estima Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão ligado ao Ministério da Saúde. Entre eles, 50,3% deverão ocorrer em homens e 49,7% em mulheres.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (4) e fazem parte do estudo "Estimativa 2020", produzido pelo Inca com base em registros populacionais do país e de hospitais de câncer.

  • Casos de câncer devem aumentar 81% nos países pobres até 2040, alerta OMS

De acordo com a instituição, a melhor forma de evitar os casos é a prevenção. O Inca cita como exemplo os casos de câncer de pulmão, que tiveram redução com as políticas de incentivo contra o fumo. A entidade afirmou, também, que outras indústrias precisam entrar nos esforços de prevenção, como a indústria de alimentos.

Tipos mais recorrentes

De acordo com a publicação, os tipos mais incidentes no País serão os de pele não melanoma, mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago.

 Câncer no Brasil: estimativa do Inca aponta incidência de novos casos em 2020 — Foto: Infografia/G1

Câncer no Brasil: estimativa do Inca aponta incidência de novos casos em 2020 — Foto: Infografia/G1

 

Regiões

O Nordeste concentra maior incidência de câncer de próstata, segundo as estimativas do Inca. A taxa é de 72,35 a cada 100 mil habitantes.

Entre as mulheres, o maior número de casos de câncer de mama e se concentra na região Sudeste, com 81,06 a cada 100 mil habitantes.

Taxas brutas de incidência para os principais tipos de câncer para homens*

Brasil Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul
Próstata (62,95) Próstata (29,39) Próstata (72,35) Próstata (65,29) Próstata (63,94) Próstata (62,00)
Cólon e reto (19,63) Estômago (11,75) Traqueia, brônquio e pulmão (11,01) Cólon e reto (15,40) Cólon e reto (28,62) Traqueia, brônquio e pulmão (31,07)
Traqueia, brônquio e pulmão (16,99) Traqueia, brônquio e pulmão (9,24) Estômago (10,63) Traqueia, brônquio e pulmão (15,11) Traqueia, brônquio e pulmão (18,10) Cólon e reto (25,11)
Estômago (12,81) Cólon e reto (5,27) Cólon e reto (8,91) Estômago (9,38) Estômago (13,99) Estômago (16,02)
Cavidade oral (10,69) Leucemia (4,45) Cavidade oral (7,65) Cavidade oral (8,94) Cavidade oral (13,58) Cavidade oral (14,48)

Taxas brutas de incidência para os principais tipos de câncer para mulheres*

Brasil Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul
Mama (61,61) Mama (21,34) Mama (44,29) Mama (45,24) Mama (81,06) Mama (71,16)
Cólon e reto (19,03) Colo do útero (21,20) Colo do útero (17,62) Colo do útero (15,92) Cólon e reto (26,18) Cólon e reto (23,65)
Colo do útero (15,43) Cólon e reto (6,48) Cólon e reto (10,79) Cólon e reto (15,24) Glândula tireoide (17,21) Traqueia, brônquio e pulmão (18,66)
Traqueia, brônquio e pulmão (11,56) Traqueia, brônquio e pulmão (6,47) Traqueia, brônquio e pulmão (8,86) Traqueia, brônquio e pulmão (10,87) Traqueia, brônquio e pulmão (12,09) Colo do útero (17,48)
Glândula tireoide (11,15) Estômago (6,03) Glândula tireoide (7,98) Glândula tireoide (8,12) Colo do útero (12,01) Estômago (9,15)

Mundo

Segundo o Inca, 7,6 milhões de pessoas morrem em todo o mundo por causa do câncer a cada ano. Mais da metade delas, 4 milhões, têm entre 30 e 69 anos. A previsão, segundo o Inca, é que 6 milhões de pessoas morram prematuramente por ano até 2025, caso não sejam adotadas medidas de prevenção.

 

Nesta terça, a OMS também divulgou dados sobre o câncer. Segundo a organização, os registros da doença aumentarão cerca de 81% nos países em desenvolvimento até 2040.

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (3), a ONU alerta que se as tendências atuais se mantiverem, o mundo registrará um aumento global de 60% dos casos de câncer nas próximas décadas.

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por inforeciade.
Antes do diagnóstico ser feito, a prefeitura municipal de Jacaraci informou que o paciente era suspeito de infecção pelo vírus 2019-nCov.
Mais cedo, a Sesab informou que o caso não se enquadrava nos parâmetros colocados pelo Ministério da Saúde, com base nos protocolos internacionais da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a doença. Imagem ilustrativa.

O homem que deu entrada no Hospital Couto Maia, em Salvador, com suspeita inicial de coronavírus, foi diagnosticado com Influenza A. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (29), pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

De acordo com a pasta, a doença foi confirmada após passar por uma série de análises laboratoriais feitas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

O paciente é um cidadão japonês que vive no distrito de Irundiara, na cidade de Jacaraci. Recentemente, ele voltou do seu país de origem, que tem quatro casos oficiais da doença. Ele visitou o Japão, com escala nos Estados Unidos, e veio para a Bahia.

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

•    evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
•    realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
•    utilizar lenço descartável para higiene nasal;
•    cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
•    evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
•    higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
•    não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
•    manter os ambientes bem ventilados;
•    evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
•    evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
•    profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

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O paciente, com o quadro estável, foi transferido, via sistema de regulação, para o Hospital Couto Maia, em Salvador onde serão realizados os exames complementares para definição do diagnóstico.

Em Nota divulgado nesta quarta-feira (29), a Prefeitura de Jacaraci se manifestou sobre o caso de um paciente, suspeito de infecção pelo vírus “2019-nCov” (Corona Vírus), que foi atendido e mantido em isolamento no Hospital Municipal Nossa Senhora da Conceição.

Segundo a Prefeitura, o caso em questão se trata de um indivíduo que chegou do Japão no sábado (25) e apresentou sintomas da Síndrome Respiratória Aguda. “Ressaltamos, que o paciente é Japonês, não esteve na China, mas teve contato com chineses durante o vôo que o trouxe ao Brasil, motivo pelo qual o serviço de saúde municipal emitiu uma notificação epidemiológica.” Ressalta a Nota.

De acordo com a Prefeitura, todas as providências recomendadas pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, bem como da OMS – Organização Mundial de Saúde, foram tomadas de forma imediata pela equipe de saúde do município.

O paciente, com o quadro estável, foi transferido, via sistema de regulação, para o Hospital Couto Maia, em Salvador onde serão realizados os exames complementares para definição do diagnóstico.

Paciente foi atendido e mantido em isolamento no Hospital Municipal Nossa Senhora da Conceição.

 
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Por G1 BA.

Suspeito de envolvimento na morte de catador de recicláveis é ouvido e liberado

 

O homem suspeito de pagar R$ 20 para o catador de materiais recicláveis que morreu após ingerir garrafa de bebida alcoólica se apresentou à polícia nesta quarta-feira (22), na cidade de Feira de Santana, cidade a 100 quilômetros de Salvador.

Segundo informações do delegado Alisson de Carvalho, que investiga o caso, o homem confessou que comprou a bebida que Wellington Cardoso da Silva, de 39 anos, ingeriu e também pagou o dinheiro para o catador de materiais recicláveis.

De acordo com o delegado, o homem foi liberado após ser ouvido, porque o caso não se configurou como um crime.

CasoWellington morreu no dia 8 de janeiro, em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 Km de Salvador. — Foto: Reprodução / TV Bahia

Wellington morreu no dia 8 de janeiro, em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 Km de Salvador. — Foto: Reprodução / TV Bahia

 

O caso ocorreu no dia 8 de janeiro. O homem só foi enterrado um dia depois. A bebida que ele ingeriu foi oferecida por um grupo de colegas da vítima. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram o momento da "aposta".

A sobrinha de Wellington Cardoso da Silva, de 39 anos, afirmou ao G1, dois dias depois que o tio morreu, que o caso foi uma monstruosidade.

"Ele era bem conhecido e alegre. O povo se aproveitou da vulnerabilidade dele, que sempre bebia, e fez isso tudo. Isso foi uma monstruosidade. Ele deixou uma filha de 13 anos. A gente contou a ela. Está todo mundo em choque. Foi uma coisa que a gente não esperava. É uma coisa que abalou a todos nós. É uma coisa difícil para gente", disse Carolaine da Silva Santana.

Homem desmaiou e foi socorrido em uma carroça e levado para hospital, mas não resistiu  — Foto: Reprodução/ TV Bahia

Homem desmaiou e foi socorrido em uma carroça e levado para hospital, mas não resistiu — Foto: Reprodução/ TVBahia

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Por Vanessa Ortiz, G1 Santos.

Ana Lívia de 1 ano tem medula 100% compatível com a irmã Yasmim — Foto: Divulgação/Ingrid Alves

 

A luta da pequena Yasmim Marques Brito, de apenas 7 anos, por um doador de medula 100% compatível acabou. A menina de Cubatão (SP) tem leucemia mielóide aguda (LMA) - uma doença rara e que geralmente acomete pessoas com mais de 55 anos. A irmãzinha dela, Ana Lívia, de apenas 1 ano, é 100% compatível e poderá ser a doadora que Yasmin tanto buscava.

Em entrevista ao G1, a mãe Daniela Cristina Marques de Araujo Brito informou que a filha tinha apenas três meses para conseguir encontrar um doador compatível já que, de acordo com os médicos, ela não poderia passar por muitos ciclos de quimioterapia.

“Isso pode ser muito prejudicial à saúde dela conforme a médica me falou. Essas doses são bem intensas, 10 vezes mais intensas do que ela tomou anteriormente. Quanto mais doses de quimioterapia ela tomar, mais perigoso é para ela", conta a mãe.

A descoberta do doador aconteceu na noite de terça-feira (21), quando a médica responsável pelo tratamento de Yasmim entrou em contato com a mãe. “Ela falou que haviam encontrado. Estávamos achando que seria eu ou o pai porque os médicos disseram que a chance era de 50% para nós e 25% para a irmã. Foi coisa de Deus, elas são idênticas geneticamente. Quando ela deu a notícia, foi uma alegria danada”, revela a mãe emocionada.

 

Agora, a menina faz parte dos 30% dos pacientes com indicação de transplante de medula que têm um doador totalmente compatível, conforme informado pela oncologista pediátrica do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), Ana Virgínia.

Após a notícia, a primeira reação da mãe foi chorar e abraçar as enfermeiras que cuidam da garota, que permanece internada no Hospital do Graacc, em São Paulo. No fundo, a mãe diz que sabia que a mais nova teria vindo ao mundo para fazer a diferença na vida da irmã.Irmãs são geneticamente iguais, conforme relata a mãe — Foto: Divulgação/Tania Ramalho

Irmãs são geneticamente iguais, conforme relata a mãe — Foto: Divulgação/Tania Ramalho

“Foi uma gravidez inesperada e eu tive complicações no final que quase me fizeram perdê-la. Mas, no fim deu tudo certo. Na época em que a Yasmim descobriu a leucemia, a Ana tinha pouco mais de um mês. Dentro do meu coração eu tinha certeza que seria ela, até cheguei a comentar isso com a doutora”.

Ainda não há previsão para o transplante de medula. Na próxima semana, Yasmin deve receber alta médica e ir para a casa. Logo depois, será encaminhada para um especialista no procedimento, que iniciará o processo pré-transplante.

Para a mãe, o tratamento já deu certo. “Ela está reagindo muito bem a todos os procedimentos feitos até agora. A vontade dela de vencer vai além. Deus é maravilhoso. Ela tinha três meses para achar o doador e, em menos de um, achamos um dentro de casa. A neném veio na hora certa”, finaliza.

 

Descoberta da doença

Yasmim recebeu o diagnóstico no dia 15 de março de 2019, após a menina apresentar manchas na esclera, a membrana branca do olho. Com a descoberta, ela deu início ao tratamento e, após cinco sessões de quimioterapia, em agosto, a medula de Yasmim entrou em remissão, ou seja, quando não há mais sinais de atividade da doença no sangue.

O acompanhamento médico continuou mensalmente para saber se a leucemia realmente havia ido embora. Em dezembro, os exames estavam sem alterações e sem sinais de células cancerígenas. Pouco depois, a garota começou a reclamar de dor nas pernas.

“Apesar disso, ela não parava, brincava o dia todo. Resolvi comentar com a médica e a equipe passou a investigar. No dia 6 de janeiro, quando voltamos para a consulta de rotina, a médica me deu a notícia de que a doença havia voltado”, informa Daniela.

 Yasmin Marques tocou o 'sino da cura' em dezembro   — Foto: Daniela Cristina Marques/Arquivo pessoal

Yasmin Marques tocou o 'sino da cura' em dezembro — Foto: Daniela Cristina Marques/Arquivo pessoal

Leucemia Mieloide Aguda

Conforme explica Victor Gottardello Zecchin, diretor clínico e coordenador do Centro de Transplantes de Medula Óssea do Hospital do Graacc, a leucemia é o ‘câncer do sangue’. As células sanguíneas são produzidas pela medula óssea, que é um órgão líquido localizado no interior dos ossos.

“O tempo todo nosso organismo produz células com defeitos, que passam por vários processos de ‘checagem’ antes de serem liberadas para a circulação. Se é detectado algum erro na célula, nosso organismo a destrói. Eventualmente, alguma destas células defeituosas escapa destes processos e começa a gerar outras células iguais a ela, todas com defeito, o que dá origem ao câncer”, esclarece.

 

O médico informa que a necessidade de transplante de medula ocorre em casos de alto risco ou então quando a doença é tratada e volta a aparecer. Ainda de acordo com ele, o resultado do transplante depende de uma série de fatores, porém, ainda hoje os melhores resultados são obtidos com um doador familiar (em geral, o irmão ou irmã) totalmente compatível.

 Yasmim Marques Brito, de Cubatão, SP, luta contra leucemia mielóide aguda — Foto: Arquivo pessoal

Yasmim Marques Brito, de Cubatão, SP, luta contra leucemia mielóide aguda — Foto: Arquivo pessoal

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