Por Adriano Oliveira, G1 Ribeirão Preto e Franca.

Geladeira limpa, cama nova, televisão funcionando. Roupas lavadas na gaveta e lençóis com cheiro de amaciante. Elídia de Oliveira, de 72 anos, mal reconhece a própria casa, após a limpeza que terminou com a retirada de 10 caminhões de lixo em Ribeirão Preto (SP).

Acumuladora, a idosa passou cerca de 10 anos guardando roupas velhas, móveis quebrados, materiais recicláveis, entulho e lixo doméstico dentro do imóvel. A situação estava crítica e o caso foi denunciado ao Comitê de Atenção às Pessoas em Situação de Acumulação.

“Ainda não fizemos tudo, mas só de lavar ficou lindo. Não tenho por que não estar feliz. Olha tudo isso que fizeram para mim! Agora, tem que conservar, senão, de que adiantou fazer tudo isso? É daqui para melhor, não pode parar”, afirma.Elídia de Oliveira, de 72 anos, conta que perdeu o controle em relação ao acúmulo de lixo — Foto: Adriano Oliveira/G1

Elídia de Oliveira, de 72 anos, conta que perdeu o controle em relação ao acúmulo de lixo — Foto: Adriano Oliveira/G1

Elídia diz que comprou o imóvel, no Jardim Marchesi, na década de 1960. O local ficou alugado por muitos anos, enquanto ela vivia com a mãe na casa de um irmão, em um bairro vizinho. No início dos anos 2000, ela e o filho adotivo, de 22 anos, voltaram a morar na residência.

Desde então, a compulsão por recolher e guardar lixo dentro de casa foi se agravando, principalmente após a morte do marido. A idosa conta que perdeu o controle e já não encontrava mais solução para o problema, apesar dos alertas do filho.

“Tinha pedido a Deus alguém para me ajudar, para a minha casa ficar, pelo menos, uma casa mesmo. Eu dizia: ‘meu Deus, não estou entendendo o que tenho que fazer, sozinha é tão ruim, se tivesse alguém para me ajudar seria tão bom’, e vieram”, diz.Elídia de Oliveira conversa com agente de saúde e a coordenadora do Comitê de Atenção às Pessoas em Situação de Acumulação, Kelly Cristina de Oliveira — Foto: Adriano Oliveira/G1

Elídia de Oliveira conversa com agente de saúde e a coordenadora do Comitê de Atenção às Pessoas em Situação de Acumulação, Kelly Cristina de Oliveira — Foto: Adriano Oliveira/G1

Recuperação

Elídia já é acompanhada pela equipe do programa Saúde da família, mas deve receber tratamento para controlar a compulsão, conhecida como “Síndrome de Diógenes”, segundo explicou a coordenadora do Comitê Intersecretarial, Kelly Cristina da Silva.

“Ela perde a memória às vezes. Se ela não esquecesse tanto, estaria em uma condição muito melhor. Mas, o filho está junto e cuida”, afirma. “A gente montou uma pasta com o caso dela, tem que acompanhar, tem que receber visita frequente”, completa.

Tudo o que estava na casa de Elídia foi descartado, inclusive objetos pessoais dela e do filho, em um mutirão que teve início na segunda-feira (9) e durou três dias. Segundo Kelly, cerca de 20 ratos e cinco escorpiões foram mortos pelas equipes em meio ao lixo acumulado.

 Equipes de limpeza retiram lixo da casa de Elídia de Oliveira, de 72 anos — Foto: Alexandre de Azevedo/Prefeitura de Ribeirão Preto

Equipes de limpeza retiram lixo da casa de Elídia de Oliveira, de 72 anos — Foto: Alexandre de Azevedo/Prefeitura de Ribeirão Preto

O imóvel está sendo mobiliado a partir de doações. Kelly previa pintar os cômodos e cimentar o quintal ainda neste final de semana, mas descobriu que há telhas quebradas na cozinha. A coordenadora do Comitê está providenciando os reparos necessários.

“De imediato, foram disponibilizadas cama, cômoda, TV, depois vem o restante. Os móveis, eu consegui como doação. Areia e pedra, já consegui. Já liguei em uma loja de tintas para pedir doação, tem um irmão de igreja do dono que pode pintar”, diz Kelly.

A coordenadora do Comitê explica que entre os 10 caminhões de objetos recolhidos da casa, dois foram cheios com recicláveis. A venda desses materiais possibilitou arrecadar dinheiro para comprar alimentos à idosa, que recebe Benefício de Prestação Continuada (BPC).

 Elídia de Oliveira, de 72 anos, acumulava lixo dentro de casa em Ribeirão Preto — Foto: Kelly Cristina da Silva/Arquivo pessoal

Elídia de Oliveira, de 72 anos, acumulava lixo dentro de casa em Ribeirão Preto — Foto: Kelly Cristina da Silva/Arquivo pessoal

“Estou guardando o dinheiro para comprar fogão, panelas. Ela ainda precisa de panela de pressão, copos, pratos. Quando eu faço, faço como se fosse para mim. Sempre acompanho tudo e me preocupo com o depois, que é o mais importante”, explica.

Elídia comemora o recomeço aos 72 anos de idade. Para superar a compulsão, a dona de casa também espera contar com o apoio dos vizinhos, que sempre lhe oferecem alimentos. Nesta quinta-feira (12), por exemplo, o almoço foi feito por uma das moradoras da rua.

“Vão me deixar mal acostumada. Até para assistir TV eu tenho lugar agora. A cama serve de cadeira e para dormir. Você viu meu relógio? Também estou roupa nova. Não vou pegar mais nada, não. Se pegar, meu filho cata e joga fora, ele também cuida de mim”, diz.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por Fabio Manzano e Patrícia Figueiredo, G1.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na terça-feira (3) a venda de produtos à base de cannabis para uso medicinal no Brasil, mediante prescrição médica.

O tipo de prescrição médica indicada para cada tratamento vai depender da concentração de tetra-hidrocanabidiol (THC), que é o principal elemento tóxico e psicotrópico da planta, ao lado do canabidiol (CBD), conhecido por seus efeitos analgésicos e anticonvulsivantes.

Estudos científicos já mostraram como essas duas substâncias atuam na redução de crises de epilepsia e dores crônicas. No entanto, o uso dos derivados de maconha para outras condições, como enxaqueca e Mal de Parkinson, por exemplo, ainda precisa ser estudado mais a fundo, de acordo com especialistas ouvidos pelo G1.

 

Por isso, entidades médicas como Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) se posicionaram contra a regulamentação do plantio de cannabis no Brasil. Já a agência reguladora de medicamentos norte-americana (FDA) autoriza, desde junho de 2018, o uso de CBD no tratamento de epilepsia.

 

Abaixo, entenda quais são os principais efeitos dos produtos derivados de maconha, como as principais substâncias agem no organismo e quais doenças elas podem combater:

Indicações médicas

As principais indicações médicas dos produtos derivados de cannabis são para tratar:

  • Crises epiléticas, especialmente em crianças
  • Dores neuropáticas
  • Náuseas decorrentes de quimioterapia
  • Sintomas do autismo
  • Agitação noturna em pacientes com demência
  • Espasmos decorrentes da esclerose múltipla
 

Segundo Alexandre Kaup, neurologista do hospital Albert Einstein, esses são os usos "comprovadamente eficientes" das substâncias CBD e THC.

  • Decisão da Anvisa vai ajudar brasileiros que sofrem com doença crônicas, diz associação

Além dessas utilizações, também há estudos preliminares que trazem indícios de que o CBD e o THC têm efeitos positivos para controle de:

  • Mal de Parkinson
  • Alzheimer
  • Enxaqueca crônica
  • Sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Glaucoma
  • Ansiedade
  • Artrite

Para Kaup, ainda faltam estudos com grande amostragem de pacientes para comprovar que os derivados de maconha também podem ser usados no tratamento dessas doenças.

Segundo o analista de desenvolvimento regulatório e projetos científicos da HempMeds Brasil, Gabriel Barbosa, a maior parte das importações de substâncias derivadas da maconha para tratamento são as do óleo de canabidiol, que contém tanto CBD quanto uma pequena quantidade de THC.

"Trata-se de uma mistura de um óleo integral com o extrato da planta", explicou. "Os canabinoides são lipossolúveis, o que significa que se diluem na gordura, e não na água. E é um produto que não tem somente o CBD, mas mais de 500 componentes."

Com esta forma de extração, o canabidiol atua em conjunto com outros componentes para melhores resultados. "Além das propriedades do CBD, há na solução flavonoides, que têm efeitos anti-inflamatórios", ressaltou Barbosa.

 

No país, pacientes com quadro de epilepsia são os que mais buscam o medicamento, segundo a HempMeds. No entanto, o cenário é diferente nos Estados Unidos, onde o maior uso de medicamentos à base de maconha é feito por pacientes em tratamento de transtorno pós-traumático.Planta de 'Cannabis sativa', da qual é possível extrair o canabidiol — Foto: Kimzy Nanney/Unsplash

Planta de 'Cannabis sativa', da qual é possível extrair o canabidiol — Foto: Kimzy Nanney/Unsplash

Efeitos das substâncias

Enquanto o THC presente na maconha é considerado um perturbador do sistema nervoso central, o CBD é um depressor do sistema nervoso central. Por isso, eles têm efeitos muito diferentes no organismo.

"O THC age em três receptores do sistema nervoso e tem atividade analgésica e antiespasmódica. Ele também ajuda na redução de náuseas e vômito e provoca a estimulação do apetite", explica Alexandre Kaup, neurologista do hospital Albert Einstein.
 

É o THC que altera as funções cerebrais e provoca os mais conhecidos efeitos do consumo da maconha, droga cujo consumo recreativo é ilegal no Brasil. Entretanto, estudos indicam que o THC também pode ser usado como princípio ativo para fins medicinais.

"Ele tem uma má fama, mas não é vilão. Se criou uma impressão de que o THC é ruim, mas há benefícios. Ele só não pode ser usado indiscriminadamente, porque há mais riscos", explica Kaup.

Segundo o neurologista, produtos com THC não devem ser receitados para pessoas com menos de 25 anos, porque existe uma maior indução de efeitos colaterais, como quadros psicóticos.

 Óleo extraído da cannabis ajuda a combater epilepsia — Foto: Reprodução

Óleo extraído da cannabis ajuda a combater epilepsia — Foto: Reprodução

 

De acordo com a Anvisa, produtos com dosagem de THC superior a 0,2% precisarão de receita médica restrita para serem vendidos nas farmácias.

Nas formulações com concentração de THC inferior a 0,2%, o produto deverá ser prescrito por meio de receituário tipo B e renovação de receita em até 60 dias.

Já os produtos com concentração superior a 0,2% só poderão ser prescritos a pacientes terminais ou que tenham esgotado as alternativas terapêuticas de tratamento. Neste caso, o receituário para prescrição será do tipo A, mais restrito, padrão semelhante ao da morfina.

Enquanto o THC é considerado mais polêmico, o CBD é o principal ingrediente dos produtos derivados de maconha mais populares no exterior. Ele não causa dependência nem tem efeitos colaterais significativos. Ele tem propriedades anticonvulsivas, ansiolíticas e anti-inflamatórias, além de também agir como analgésico.

"No Brasil são cinco patologias principais que buscam tratamento com CBD: epilepsia, Parkinson, Alzheimer, dor crônica e autismo", afirmou Barbosa, da HempMeds. "No entanto, a Anvisa já autorizou a importação para mais de 60 patologias diferentes."

Segundo ele, os principais efeitos adversos dos produtos a base de cannabis são conhecidos: tonturas, fadiga, euforia e depressão, além de dependência, são as mais citadas. Por isso, é importante que a dosagem e o perfil de cada paciente seja levado em consideração na hora da prescrição médica.

Anvisa libera venda de produtos medicinais à base de maconha nas farmácias

Anvisa libera venda de produtos medicinais à base de maconha nas farmácias

Estudos científicos comprovam eficácia

Diversos estudos comprovaram que o CBD pode ser usado no tratamento de crises epiléticas, especialmente as que ocorrem em crianças.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia anunciaram em maio deste ano que puderam sintetizar uma substância análoga ao canabidiol (CBD) e obter bons resultados em cobaias no tratamento da epilepsia.

A alternativa sintetizada é, segundo o estudo, mais fácil de se manipular que a substância retirada da planta. A molécula sintética recebeu a identificação 8,9-Dihydrocannabidiol (H2CBD) e, diferentemente da versão natural, não pode ser convertida para THC, composto com características tóxicas.

A Sociedade Americana de Química anunciou em abril deste ano que há evidências que apontam para o uso de CBD no "transporte" de medicamentos para o cérebro. A substância atuaria como um "cavalo de Troia" e conseguiria vencer a barreira hematoencefálica, que protege o sistema nervoso central.

 

Entre os riscos para o uso de CBD em tratamentos, cientistas dos Estados Unidos alertaram no ano passado que a substância pode piorar casos de glaucoma e também aumentar a pressão intraocular.

Na Inglaterra, cientistas da Universidade de Londres observaram, em abril deste ano, que o CBD atua para reduzir os efeitos danosos do consumo de maconha, que libera o composto tóxico tetrahydrocannabinol (THC), responsável pelo aumento do vício e por casos de psicose relacionados ao uso da droga.

A descoberta foi corroborada pelos pesquisadores da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, que apresentaram em setembro de 2019 as descobertas de ensaios em cobaias. Eles mostraram o CBD atuando para proteger os danos cerebrais causados pelo THC.

Além disso, usuários de heroína podem encontrar nos produtos derivados de CBD uma forma de poder controlar os efeitos da droga. Médicos do hospital Monte Sinai, nos Estados Unidos, registraram uma redução em surtos e casos extremos de ansiedade em viciados.

 Folhas da planta cannabis sativa, conhecida como maconha, que dá origem ao canabidiol — Foto: Unsplash

Folhas da planta cannabis sativa, conhecida como maconha, que dá origem ao canabidiol — Foto: Unsplash

 

Posição de entidades médicas

A discussão sobre a regulamentação da maconha medicinal começou há quatro anos, quando a Anvisa retirou um importante derivado de maconha da lista de substâncias proibidas no país. Em 2017, foi registrado o primeiro medicamento com derivado de cannabis no Brasil.

Desde então, os médicos brasileiros podem receitar produtos à base de cannabis para seus pacientes, mas eles tinham que importar o produto, porque a Anvisa ainda não havia regulamentado sua venda no país.

Nos Estados Unidos, a FDA aprovou o consumo da planta em seu estado natural apenas para alguns casos, porque a agência de saúde americana defende que ainda faltam evidências de qualidade que comprovem a eficácia da planta em outros usos.

Outras instituições, como a Sociedade Americana de Medicina de Dependência, argumentam que não existe "cannabis medicinal", porque as partes da planta não cumprem os requisitos das normas para aprovação de medicamentos.

Já no Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) se posicionaram contra a regulamentação do plantio de cannabis no Brasil. Eles pediram a revogação e o cancelamento da consulta pública sobre o tema, quando ela estava aberta para orientar a decisão da Anvisa sobre o tema.
 

Salomão Rodrigues Filho, psiquiatra e integrante do Conselho Federal de Medicina (CFM), diz que a instituição é favorável ao uso do canabidiol, mas que "é necessário ter cautela".

O Conselho diz que a esclerose múltipla é uma doença, assim como o Parkinson, que ainda está em fase experimental de pesquisa em outros países. "Ainda não há evidência científica que recomende o uso. Não há segurança. Além de não fazer o bem, não pode fazer o mal", afirma.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por Brenda Ortiz, G1 DF

O Ministério da Saúde estima que 135 mil pessoas vivem com HIV no Brasil e não sabem. Com base nessa estimativa, a campanha lançada em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids quer incentivar as pessoas que se colocaram em risco a procurar uma unidade de saúde para realizar o teste rápido. Considerando o período entre 1980 e junho de 2019 foram detectados 966.058 casos de Aids no país.

Segundo o diretor do departamento de doenças crônicas e infecções sexualmente transmissíveis, Gerson Pereira, o país adotou a recomendação do início do tratamento para todas as pessoas após o diagnóstico de HIV, independente da condição clínica do paciente.

 

“Os últimos dados mostram que a pessoa diagnosticada com HIV tem praticamente o mesmo tempo de vida que uma pessoa que não vive com o vírus", afirmou.

"Se essa pessoa mantiver o tratamento regular, pode ter uma vida normal, assim como quem tem diabetes ou hipertensão. Mas para isso, é importante ter o diagnóstico cedo, tratar imediatamente e se manter em tratamento", disse Gerson Pereira.
  • Vacina contra o HIV será testada em humanos pela primeira vez no Brasil

Por causa do tratamento mais acessível, o governo informou ainda que os casos de Aids reduziram em 13,6% entre 2014 e 2018. O índice equivale a 12,3 mil casos evitados da doença.

Já a mortalidade por Aids caiu em 22,8%, nesse mesmo período, evitando 2,5 mil óbitos. Segundo o Ministério da Saúde, quando um paciente infectado com o vírus HIV recebe o tratamento adequado, sua carga viral pode chegar a ser indectável. Quando isso acontece, considera-se que não existe uma quantidade suficiente do vírus para que ele seja transmissível.

Saúde: saiba como ter acesso ao autoteste para detecção do vírus HIV

Saúde: saiba como ter acesso ao autoteste para detecção do vírus HIV

 

Campanha

Nesta sexta-feira (28), o Ministério da Saúde lançou uma campanha que celebra as conquistas dos 31 anos do Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Com o slogan “HIV/AIDS. Se a dúvida acaba, a vida continua”, a ação quer mudar, na população jovem brasileira, a atitude e a percepção da importância da prevenção, teste e tratamento contra o HIV.

A peça informa que, caso o teste de HIV dê positivo, com o tratamento adequado, o vírus pode ficar indetectável e a pessoa não desenvolve a doença. Todo o tratamento contra HIV e AIDS é oferecido pelo SUS, gratuitamente.

A campanha tem filme para TV, peças de mídia exterior como outdoor social, peças para internet e redes sociais, cartazes e spot para rádio.

Até dezembro de 2019, a previsão é distribuir 462 milhões de preservativos masculinos, e 7,3 milhões de unidades de preservativos femininos. Até o final de dezembro, está previsto a finalização da entrega de 12,1 milhões de testes rápidos de HIV, para diagnóstico de pessoas infectadas.

Segundo o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, a campanha é para vencer desafios. “O maior desafio ainda é o medo”, afirma o ministro sobre o receio de muitos ao fazer o teste de HIV.Mulher grávida gestante gestação gravidez — Foto: Pixabay

Mulher grávida gestante gestação gravidez — Foto: Pixabay

Transmissão vertical

No Brasil, entre os anos 2000 e 2019 foram notificadas 125.144 gestantes infectadas com HIV. A transmissão vertical do HIV ocorre quando a gestante que possui o vírus transmite o HIV para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação.

Segundo o ministério, o maior número de mulheres grávidas que possuem o vírus está entre jovens de 20 a 24 anos (27,8%).

O Brasil é signatário do compromisso mundial de eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho. Três municípios brasileiros receberam o Certificado de Eliminação da Transmissão Vertical de HIV: no Paraná, Curitiba e Umuarama receberam a certificação em 2017 e 2019.

 

A previsão é que São Paulo receba o título na próxima terça-feira (3). A certificação possibilita a verificação da qualidade da assistência ao pré-natal, do parto, puerpério e acompanhamento da criança e do fortalecimento das intervenções preventivas.

Publicado em BRASIL E MUNDO
Segunda, 28 Outubro 2019 16:36

Aos 67 anos, mulher dá à luz na China

Por France Presse.

Mulher de 67 anos dá luz na China nesta sexta-feira (25) — Foto: Reprodução/South China Morning Post

 

Uma mulher de 67 anos deu à luz uma menina no leste da China na sexta-feira (25). Ela afirma ser a chinesa mais velha a ter um bebê fruto de uma gravidez natural. A mãe, identificada como Tian, teve sua filha por cesariana na província de Shandong, segundo a imprensa local.

Perguntada pela AFP, a maternidade da cidade de Zaozhuang confirmou que uma mulher de 67 anos deu à luz em sua sede, mas disse que não podia comentar sobre as condições da concepção porque Tian entrou em contato com a clínica quando ela já estava grávida.

 

"A menina é um presente do céu para nós dois", declarou o marido de Tian, de 68 anos, no site de informações Guancha.cn.

Segundo o jornal Global Times, a bebê foi chamada de "Tianci", que significa "presente do céu" em chinês.

Se for confirmado que a gravidez de Tian foi natural, o nascimento pode ser um novo recorde mundial. Segundo o livro do Guinness, a mulher mais velha a dar à luz uma criança naturalmente concebida foi uma britânica de 59 anos em 1997.

Com a ajuda da fertilização in vitro, o recorde mundial é de uma espanhola, María del Carmen Bousada Lara, que teve gêmeos em 2006, quando estava prestes a comemorar seus 67 anos. Ela morreu de câncer dois anos depois.

O jornal local Jinan Times disse que Tian já tinha dois filhos, incluindo um nascido em 1977, pouco antes da aplicação da política do filho único imposta para impedir a explosão populacional na China. Agora os casais podem ter dois.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por G1 BA.

Um homem de 28 anos morreu eletrocutado na tarde desta quarta-feira (24), após encostar em um arame farpado que divide uma fazenda localizada na zona rual de Tanhaçu, sudoeste da Bahia. A informação é da Polícia Civil da cidade.

Segundo o delegado Edson Silva, titular da delegacia no município, o homem identificado como Maxsuel Rocha da Silva, estava nos fundos da residência onde morava, quando levou a descarga elétrica. A vítima acabou tocando na cerca e morreu no local. Não há detalhes se ele era funcionário da fazenda.

O delegado informou ainda que o arame estava conectado a um fio que conduzia eletricidade para uma bomba de água instalada no tanque da casa da vítima. O reservatório fica a cerca de 50 metros do fundo da casa onde Maxsuel estava.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade foi acionado para realizar a perícia do local e removeu o corpo para o Instituto Médico Legal (IML). Não há informações sobre o sepultamento da vítima.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por BBC.

Moradias de renda insuficiente, com excesso de pessoas, sem saneamento básico. A descrição se encaixa em um número considerado preocupante de lares brasileiros que abrigam crianças de zero a seis anos, com impactos sobre seu bem-estar, aprendizado e desenvolvimento ao longo de toda a sua vida futura – e com grande chance de isso se reverter em mais custos futuros para o Estado.

Das 18,4 milhões de crianças que o Brasil tinha em 2017, 41,3% delas habitavam casas com ao menos uma inadequação de saneamento, seja ausência de esgoto, abastecimento de água ou coleta de lixo. Quase um quarto das casas delas tinha ao menos uma inadequação de moradia, ou seja, sem banheiro próprio, paredes de materiais não resistentes, adensamento excessivo (mais de três pessoas dividindo cada dormitório) ou custos de aluguel que não cabiam no bolso da família.

No que diz respeito a renda, eram quase 2,8 milhões de crianças de zero a seis anos vivendo em lares com rendimento real per capita de no máximo US$ 5,50 por dia – linha de pobreza definida pelo Banco Mundial e equivalente, na cotação atual, a R$ 22 por pessoa por dia.

Os dados foram levantados na pesquisa do IBGE Pnad Contínua para a BBC News Brasil pelo economista Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, que traçou um quadro sobre a vulnerabilidade de lares que abrigam crianças pequenas para o Simpósio Internacional de Equidade na Primeira Infância, realizado na última semana, em São Paulo.

 

De acordo com o levantamento, 5,4% dos lares com crianças pequenas estavam em situação de pobreza extrema, vivendo com o equivalente a menos de R$ 8 por dia por pessoa.

O ambiente em que a criança vive em seus primeiros anos de vida importa porque interfere diretamente em sua saúde e desenvolvimento cerebral em um período crucial: é na primeira infância que "o cérebro constrói a base das habilidades cognitivas e de caráter necessárias para o sucesso na escola, na saúde, na carreira e na vida", segundo costuma descrever o economista americano James Heckman, ganhador do Nobel e referência em pesquisas do desenvolvimento humano do ponto de vista econômico.

"Em um país como o Brasil, que chegou a ser a sétima economia do mundo, é muito impressionante que a gente não esteja investindo nessas crianças e não deixando que elas cresçam em ambientes minimamente protegidos", diz Naercio Menezes Filho.

"Essas crianças vão se tornar jovens e vão ter problemas de aprendizado, de evasão escolar – muito provavelmente muitas não vão concluir o ensino médio –, vão pegar um emprego informal, ou se tornar nem-nem (grupo que nem estuda, nem trabalha) e podem depender do Estado para o resto da vida", diz ele.

"O melhor é investir agora, resolver esses problemas (de condições básicas de vida), e economizar dinheiro no futuro. (...) A primeira infância tem a maior taxa de retorno no ciclo de vida das políticas públicas."

Um estudo da ONG britânica Shelter apontou que as crianças do país que viviam em condições inadequadas de habitação tinham maior chance de desenvolver problemas mentais, comportamentais e educacionais – e, em consequência, maior dificuldade em conseguir empregos e sair da pobreza.

A Unicef, agência da ONU para a infância, estima que o desperdício de potencial humano na primeira infância tenha impacto de 20% na produtividade futura dessas crianças quando adultas.

 

"O que acontece nesses primeiros anos é crucial para o desenvolvimento de qualquer criança. É um período de grande oportunidade, mas também de vulnerabilidade a influências negativas", diz a entidade. "Esforços para melhorar o desenvolvimento de crianças pequenas são um investimento, e não um custo. Intervenções indicam que para cada dólar investido em melhorar o desenvolvimento na primeira infância tem retorno de quatro a cinco vezes maior que a quantia investida, ou até mais em alguns casos."

A agência destaca, ainda, que a falta de acesso a condições sanitárias adequadas e maus hábitos de higiene chegam a responder, historicamente, por cerca de metade dos casos globais de desnutrição infantil – o que, por sua vez, também impacta negativamente o desenvolvimento cognitivo, motor e socioemocional das crianças, com efeitos diretos em seu desempenho escolar.

 População do bairro Riacho Doce, na Zona Norte de Maceió: ninguém tem coleta de esgoto no bairro — Foto: Marcelo Brandt/G1

População do bairro Riacho Doce, na Zona Norte de Maceió: ninguém tem coleta de esgoto no bairro — Foto: Marcelo Brandt/G1

Diferenças regionais e raciais

Ainda segundo os dados levantados por Menezes, quase 42% dos brasileiros que moram com crianças pequenas têm rendimento domiciliar per capita de no máximo US$ 5,50 (R$ 22) por dia. E, apesar de viverem na pobreza, 14% dessas pessoas não recebem nenhum tipo de transferência de renda estatal.

O estresse que a pobreza e as condições inadequadas de habitação impõem sobre os adultos pode refletir nas crianças, explica o economista.

 

"É muito difícil morar em domicílios com adensamento excessivo, sem transferência de renda, sem saneamento. (...) Se mães sozinhas ficarem deprimidas por essa situação, será um fator importante, que dificulta sua interação (com os filhos) e prejudica o desenvolvimento infantil. Alguns estudos mostram que os problemas (de saúde mental) da mãe se transferem para os filhos."

Menezes identificou, também, significativas diferenças regionais entre as condições habitacionais de crianças pequenas.

Em Estados como Alagoas, Maranhão, Acre e Piauí, por exemplo, um terço das crianças pequenas vive em lares com renda efetiva diária de até US$ 5,50 – o dobro da média nacional.

As diferenças se evidenciam também no recorte racial. As inadequações em saneamento básico (acesso a esgoto, água ou coleta de lixo) afetam os lares de cerca de 30% de meninas e meninos brancos, mas o índice sobe para cerca de 50% entre meninas e meninos negros e pardos.

Outro levantamento prévio, feito pela Fundação Abrinq, também com base em dados do IBGE, aponta que o Brasil tem 9,4 milhões de crianças e adolescentes em situação domiciliar de pobreza extrema, ou seja, com renda per capita mensal inferior ou igual a um quarto do salário mínimo (quantia equivalente a R$ 250).

Perspectivas opostas

Menezes aponta que é possível enxergar os dados de pobreza sob duas perspectivas opostas: o quadro maior dá sinais positivos, enquanto o cenário de curto prazo é pessimista.

"Historicamente, houve uma redução muito grande na proporção (de lares vulneráveis), porque o Brasil vivia em situação de alta pobreza nos anos 1980 e 1990, sem mecanismos de proteção social e quando o saneamento era pior ainda", afirma.

"O Brasil melhorou muito desde a Constituição (de 1988) até agora. Mas a crise econômica pode ter contribuído para piorar um pouco (o cenário) desde 2015. O IBGE mostra que houve um aumento (na vulnerabilidade dos mais pobres) entre 2016 e 2017, provavelmente também entre as crianças. Alguns dados mostram que a desigualdade também aumentou nesse período."

 

Esse aumento foi contido, segundo Menezes, pela rede de políticas públicas e transferência de renda criada nas últimas décadas, incluindo o Bolsa Família, a expansão do Sistema Único de Saúde (SUS), seguro-desemprego e programas como Criança Feliz (de atendimento à primeira infância em lares vulneráveis) e Saúde da Família.

"Tudo isso serve para impedir que em momentos de crise você tenha um aumento muito grande" na pobreza, diz.

Desigualdade de oportunidades

Ao mesmo tempo, Menezes explica que essa soma de adversidades logo no início da vida impede que tantas crianças tenham condições de atingir seu pleno potencial para competir com quem teve suas necessidades básicas atendidas desde a primeira infância.

"Não existe meritocracia no sentido estrito do termo no Brasil, à medida que você tem tanta desigualdade de oportunidades", afirma Menezes.

"Talvez exista meritocracia entre as pessoas que já nascem sem esses problemas todos (relacionados à pobreza extrema), daí o esforço e a garra são recompensados. Mas quando você vê uma parcela grande de (crianças com) ao menos uma inadequação na moradia – essas crianças não vão ter igualdade de oportunidades, e se não conseguirem sucesso na vida não vai ser unicamente por causa do esforço delas, mas pelas condições em que cresceram (e o impacto disso) no desenvolvimento futuro delas."

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por RPC Foz do Iguaçu.

Sebastião Batista dos Santos pode ser um dos homens mais velhos do mundo. Com 117 anos, o centenário, que mora em Coronel Vivida, no sudoeste do Paraná, gosta de passar o tempo na varanda de casa tocando a gaita que ganhou dos amigos. O segredo da longevidade é a alegria. Ele está sempre sorrindo.

“Estou sempre alegre, graças a Deus! A riqueza que Deus me deu foi essa, sou pobre mas alegre”, se diverte o centenário.

Outra paixão é a horta. Há uma semana ele plantou pés de mandioca no quintal de casa com a ajuda da filha e da neta. Seu Sebastião teve uma doença e ficou um pouco debilitado, mas ainda espera voltar a cuidar das plantas.

“Estou com esperança que daqui mais uns dias já vou de novo limpar, plantar mais um pouco. Tenho esperança de trabalhar mais um pouco ainda”, diz Sebastião Batista dos Santos, de 117 anos

A filha de Sebastião diz que muitas pessoas chegaram a duvidar da idade do pai.

"Algumas pessoas não acreditavam que ele tinha essa idade. A gente apresentava a identidade e o CPF, mas aí perguntavam se tínhamos o registro de nascimento. Não tínhamos", conta Joceli Santos.

Depois de saber da história do centenário, os técnicos do Instituto de Identificação do Paraná foram pesquisar os registros e conseguiram confirmar, Sebastião nasceu em 15 de março de 1902. Com ajuda dos servidores, ele recebeu a certidão de nascimento e uma nova carteira de identidade.

 

"A gente tinha uma certidão dele lá no setor de microfilmagem quando ele fez a primeira identidade nos anos 70”, explicou o papiloscopista Roque da Silva.

Agora, com toda documentação oficial, Sebastião pode até ser reconhecido como o homem mais velho do mundo.

A assessoria do Instituto de Identificação do Paraná entrou em contato com o livro mundial dos recordes que está analisando o caso.

A expectativa é de que a resposta seja enviada em até seis meses.Registro de nascimento comprova que homem nasceu em 1902 — Foto: Reprodução/RPC

Registro de nascimento comprova que homem nasceu em 1902 — Foto: Reprodução/RPC

Publicado em BRASIL E MUNDO
por- Wilker Porto / Agora Sudoeste

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa (Alba) aprovou nesta terça-feira (24), um Projeto de Lei que torna obrigatória, em todo o estado, a apresentação da Carteira de Vacinação de crianças e de adolescentes, em todas as creches e escolas da rede pública, que ofereçam educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, durante o ato da matrícula. De acordo com o Projeto de Lei, no caso de o matriculado não possuir a carteira de vacinação, seu responsável terá o prazo de 30 dias para providenciá-la junto ao órgão responsável, sob pena de comunicação ao Conselho Tutelar para as devidas providências. Agora o projeto segue para votação no plenário da casa legislativa e, caso aprovado, vai para sanção do governador.

Publicado em BRASIL E MUNDO

O câncer de colo de útero pode deixar de ser um problema de saúde pública — Foto: Divulgação/Hey Paul Studios/VisualHunt

 

Podemos efetivamente conseguir que o câncer de colo de útero deixe de ser uma preocupação de saúde para as mulheres das futuras gerações?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a resposta a esta pergunta é “SIM, o câncer de colo de útero pode deixar de ser um problema de saúde pública”.

  • Uma mulher grávida ou bebê morre a cada 11 segundos no mundo, diz Unicef

O câncer de colo de útero é hoje a quarta causa de morte por câncer mais frequente em todas as mulheres do mundo. Na região das Américas, segundo a OPAS (Organização Pan-americana de Saúde) em 2018 houve 1,8 milhão de mulheres diagnosticadas com câncer de colo de útero, e foram registradas 658 mil mortes por essa causa.

Tudo isso, segundo a OMS, poderia ter sido evitado.

Qual a estratégia da OMS para eliminar o câncer de colo de útero do cenário mundial?

1. Vacinação dos adolescentes

O câncer de colo de útero é causado por um vírus, o papiloma vírus, ou HPV. Há mais de 100 tipos desses vírus. Alguns são reconhecidamente mais cancerígenos. Existe uma vacina que eficazmente protege contra esse vírus cancerígeno.

No Brasil, a vacina protege contra 4 tipos de HPV que podem dar câncer de colo de útero, ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

 

A vacina é pública e gratuita, e está indicada para garotas de 9 a 14 anos e garotos a partir de 11 a 14 anos. São necessárias duas doses.

2. Diagnóstico Precoce e Tratamento Imediato

Quanto antes for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, melhor.

Por isso, recomenda-se que todas as mulheres que já tiveram ou têm vida sexual ativa, entre 25 e 64 anos de idade, façam regularmente o exame de papanicolau, que pode detectar o câncer em suas fases iniciais.

Se o câncer de colo de útero for diagnosticado precocemente, a chance de tratamento é próxima de 100%.

Importante saber:

  • O câncer de colo de útero desenvolve-se lentamente e, no começo, é silencioso. Isto é, não dá nenhum sinal clínico. Por isso o papanicolau de rotina é muito importante.

Atenção aos seguintes sinais:

  • Manchas de sangue entre os períodos de menstruação;
  • Sinais de sangramento após a menopausa;
  • Sangramento após a relação sexual;
  • Corrimento vaginal persistente, às vezes com mau cheiro.

Esses sinais podem indicar algum problema, dentre os quais o câncer de colo de útero. Procure um médico se você apresentar quaisquer um desses sintomas.

O câncer de colo de útero tem cura quando reconhecido no início. A vacina é extremamente eficaz, segura, está recomendada para jovens – garotos e garotas – e é gratuitamente distribuída na rede pública.

Portanto, a OMS, mais uma vez tem razão: o câncer de colo de útero pode deixar de ser um problema de saúde pública para as futuras gerações. Desde que nós façamos nossa parte, claro.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por G1 BA.

A doença do mormo, responsável pela morte de ao menos cinco jumentos na Bahia só neste ano, está controlada no estado. A informação foi divulgada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB).

De acordo com o diretor geral do órgão, Maurício Bacelar, não há registros da doença no estado desde fevereiro deste ano, quando a Bahia teve um surto da bactéria, que também pode atingir humanos.

O último caso, segundo Maurício Bacelar, ocorreu em uma fazenda ilegal de criação para abate e exportação da carne de jumentos, na cidade de Euclides da Cunha. Na ocasião, dois animais infectados com a doença foram sacrificados e a propriedade ficou temporariamente interditada.

"O protocolo de sanidade animal recomenda que todos os animais da propriedade sejam submetidos a exame laboratorial num espaço de 30 dias, não sendo detectada a bactéria, o surto é considerado controlado e a propriedade desinterditada. Foi o que ocorreu em Euclides da Cunha", disse o diretor.

Além de Euclides da Cunha, neste ano também houve registro na cidade de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. No entanto, segundo a ADAB, nenhum humano foi infectado pelo mormo no estado.

Ainda de acordo com Maurício Bacelar, o primeiro registro de doença de mormo na Bahia ocorreu em 2012, na cidade de Guanambi, na região sul.

 

"Hoje não temos nenhuma ocorrência no estado. O último registro no estado foi em 2018, no município de Euclides da Cunha", destaca.

Doença de mormo

O mormo é uma doença infectocontagiosa, que atinge equinos e que pode ser transmitida para humanos.

Em animais, os sintomas da zoonose são: febre, fraqueza, corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos, nas mucosas nasais, nos pulmões e gânglios linfáticos.

O contágio acontece através do contato com o material infectante, como pus, secreção nasal, urina e fezes.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Fantástico.

A curiosidade fez João, filho de vendedores de caldo de cana, levar um problema que ele via no dia a dia para as aulas de ciência: como manter o caldo de cana fresco por mais de um dia?

Pois o estudante do Mato Grosso do Sul, de apenas 19 anos, encontrou a solução, e ainda fez uma descoberta científica que pode ajudar no combate a uma grave questão de saúde no Brasil.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por Rafaella Viana, TV Globo — Brasília.

Os atendimentos ambulatoriais e internações no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados à depressão cresceram 52% entre 2015 e 2018, passando de 79.654 para 121.341. Na faixa etária de 15 a 29 anos, o crescimento foi de 115%, segundo um levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (17).

A pasta explica que o aumento nos dados pode estar relacionado à maior procura pela assistência, mas não descarta um possível aumento nos casos de depressão na população.

  • Dra. Ana Escobar | Suicídio: precisamos falar sobre isso

"A depressão às vezes ela é vista como 'frescura'", destacou em coletiva de imprensa o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. "As pessoas diminuem a importância, eventualmente, de um drama pra um adolescente que, em tempos de internet, é super amplificado".

Em 2019, dados parciais mostram que já foram feitos, no SUS, 49.176 atendimentos relacionados à depressão e 16.311 internações.

Aumento nos diagnósticos de depressão

Entre 2011 e 2018, foram notificados 339.730 casos de violência autoprovocada, 33% deles classificados como tentativa de suicídio. Jovens entre 15 e 29 anos representam 45% do total. Os estudantes são 30% dos casos notificados, logo após vêm as donas de casa, com 23% das notificações.

 

No Brasil, estima-se que 14,1 milhões de pessoas tenham diagnóstico de transtornos ou sofrimentos mentais, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% nos últimos dez anos.

A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades normalmente prazerosas. O SUS oferece atendimento a pessoas com transtornos mentais nas Unidades de Saúde da Família e nos Centros de Atenção Psicossocial, os Caps. Nesses serviços é possível ter uma avaliação profissional e, se necessário, ser encaminhado para outro serviço especializado da Rede de Atenção Psicossocial do SUS.

Campanha de apoio à vida

Os números sobre a doença foram divulgados durante o lançamento da campanha "Se liga! Dê um like na vida", que tem o objetivo de estimular a população jovem a dialogar e "desmistificar a vida virtual".

A ideia, segundo os responsáveis, é valorizar as relações presenciais e reforçar a importância de estar sempre alerta aos sintomas da depressão, além de buscar ajuda.

  • Na contramão da tendência mundial, taxa de suicídio aumenta 7% no Brasil em seis anos

"Faltava essa pegada, essa linguagem pra juventude", disse a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. O filme da campanha será veiculado até 1º de outubro em cinemas e na internet.

Busque ajuda

Em caso de sintomas de depressão, procure a ajuda de um profissional habilitado. O Ministério da Saúde divulga os seguintes endereços para ajuda:

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde).
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita). O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip, 24 horas por dia, todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, é gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular.
  • Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre a ligação gratuita.
Publicado em BRASIL E MUNDO
síndrome metabólica é caracterizada por um conjunto de alterações no organismo relacionadas ao desenvolvimento de doenças cardíacas. Entre os fatores estão: excesso de gordura abdominal, aumento do colesterol, elevação da pressão arterial e altos níveis de açúcar no sangue.
Lightspring/shutterstock© Lightspring/shutterstock Lightspring/shutterstock
Considerada uma verdadeira bomba relógio para a saúde do coração, a síndrome metabólica é favorecida pelo estilo de vida de grande parte da população na atualidade, marcada por:
  • Estresse
  • Sono irregular
  • Sedentarismo
  • Acúmulo de gordura abdominal,
  • Alimentação inadequada (com excesso de gorduras saturadas e carboidratos simples)
Sintomas e sinais de síndrome metabólica
Avilika/shutterstock© Avilika/shutterstock Avilika/shutterstock
O cardiologista Ênio Panetti Usiglio, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBD), explica que a desordem muitas vezes não apresenta sintomas claros, mas pacientes que têm circunferência abdominal elevada, cansaço excessivo e histórico familiar de diabetes e pressão alta devem procurar um médico para avaliação.
Na avaliação clínica, de acordo com o profissional, considera-se que o paciente possui a síndrome metabólica se ele apresentar ao menos três dos sintomas abaixo:
  • Obesidade central ou periférica denominada pelo Índice de Massa Corporal (IMC) ou pelo tamanho da circunferência abdominal (nos homens até 102 cm e, nas mulheres, até 88 cm)
  • Fatores genéticos ligados a casos de diabetes ou pressão alta na família
  • Síndrome do ovário policísticos
  • Índice glicêmico em jejum oscilando entre 100 e 125
  • Valores baixos de HDL (colesterol bom) e elevados de LDL (mau colesterol)
  • Níveis aumentados de triglicérides
SewCream/shutterstock© SewCream/shutterstock SewCream/shutterstock
Prestar atenção aos sintomas e realizar exames regularmente é de extrema importância para evitar complicações de saúde. De acordo com o cardiologista, quanto antes o paciente descobre que sofre de síndrome metabólica, maiores são suas chances de prevenir e combater problemas acarretados pelo transtorno, como doenças cardiovasculares, diabetes, acidente vascular cerebral, entre outros.
Saúde do coração
  • 4 alimentos que fortalecem veias e artérias e previnem doenças vasculares
  • Inchaço, fadiga e mais sintomas pouco falados de problemas no coração
  • Por que o frio aumenta chance de ter infarto e AVC e quem corre mais risco?
Publicado em BRASIL E MUNDO

Por TV Bahia.

O número de casos confirmados de sarampo na Bahia subiu de 3 para 4, segundo o último balanço da doença, divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta quinta-feira (5).

Segundo a Sesab, todos os pacientes diagnosticados com sarampo na Bahia contraíram o vírus fora do estado. Há casos importados da Espanha, São Paulo e Minas Gerais.

Entre os pacientes está uma menina de 12 anos, que mora em Salvador. Além dela, dois casos foram registrados em Porto Seguro, no sul do estado, e o outro em Souto Soares, na Chapada Diamantina.

Conforme a Sesab, além dos casos confirmados, há 103 sob investigação. Destes, 52 estão em Salvador, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Na Bahia, segundo a Sesab, a cobertura da 1ª dose da vacina está em 63%, porém, deveria ter alcançado 95%. A 2ª dose tem cobertura vacinal de apenas 49% no estado.

A Bahia ainda não tem registro de mortes pela doença neste ano, contudo, 4 casos já foram registrados em outros pontos do país.

Em alerta divulgado na quarta-feira (4), a Sesab chama atenção de baianos que estão com viagem marcada para São Paulo, estado em que há maior incidência de casos.

 

A orientação é de que todos se vacinem contra o vírus antes de viajar.

O esquema de vacina por idade para o atual cenário epidemiológico, orientado pelo Ministério da Saúde, é o seguinte:

  • De 6 a 11 meses: A criança deve receber a dose zero da vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba
  • 12 meses : 1ª dose da vacina Tríplice Viral
  • 15 meses: 2ª dose da vacina Tríplice Viral
  • 12 a 29 anos: Caso não tenha sido vacinado anteriormente, deve receber duas doses da vacina Tríplice Viral, com intervalo de 30 dias
  • 30 a 49 anos: Caso não tenha sido vacinado anteriormente, deve receber uma dose da vacina Tríplice Viral

Sesab orienta que baianos que irão viajar para SP se vacinem contra sarampo — Foto: Susan Hortas/Divulgação

Sesab orienta que baianos que irão viajar para SP se vacinem contra sarampo — Foto: Susan Hortas/Divulgação

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Cristina Boeckel, G1 Rio.

Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicado nesta quinta-feira (5) na Nature Communication – um dos principais veículos de divulgação científica do mundo – indica que o vírus da zika é capaz de infectar tecidos cerebrais adultos.

Antes, acreditava-se que a doença afetava somente as chamadas células progenitoras ou neurônios ainda imaturos, como ocorre no cérebro dos fetos. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

O coordenador do estudo e professor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, Sérgio Teixeira Ferreira, explicou que a principal contribuição da pesquisa foi revelar que o vírus não afetava apenas cérebros em desenvolvimento.

"Todos os estudos até então focaram em como o zika afetava os fetos quando as mães eram infectadas", destacou o neurocientista.
  • Mayaro, dengue, zika e chikungunya: veja semelhanças e diferenças entre os vírus transmitidos por mosquitos

A descoberta dos cientistas brasileiros esclarece casos de complicações neurológicas em adultos infectados durante o surto da doença, em 2015. Em algumas situações, o vírus gerava desde confusão mental até dificuldade motora.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores infectaram com o vírus amostras de tecidos de cérebros adultos operados no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o hospital universitário da UFRJ.

 

"Depois de um tempo incubado, verificamos que este tecido era infectado, principalmente os neurônios", destacou a neurocientista Claudia Pinto Figueiredo, professora da Faculdade de Farmácia da UFRJ, também uma das responsáveis pela coordenação da pesquisa.

 Aedes aegypti — Foto: Fiocruz/Divulgação

Aedes aegypti — Foto: Fiocruz/Divulgação

Danos

Figueiredo destaca que estudos prévios já haviam demonstrado a presença do vírus da zika no líquor – tecido que banha o sistema nervoso central de pacientes adultos na fase aguda da infecção.

Os estudos para a comprovação da infecção dos cérebros de adultos seguiram sendo realizados com camundongos adultos infectados pela zika.

"O vírus não causa uma má formação do cérebro, pois ele já está pronto. Não há uma degeneração, mas vimos que o vírus ataca os neurônios e causa alterações que levam a perdas de controle e de memória", ressaltou o professor Sérgio Teixeira Ferreira.

Os dados também mostraram que os sintomas de problemas neurológicos permanecem mesmo após a infecção ter sido controlada.

"Estes prejuízos não foram só na fase aguda da infecção. Em 30 dias, quase não há vírus no cérebro, mas ainda há danos", destacou a professora Claudia Pinto Figueiredo.

Medicamento para artrite

Outra descoberta do estudo é que um medicamento anti-inflamatório, hoje usado para o tratamento da artrite reumatoide, cujo nome genérico é infliximab, pode reduzir os prejuízos neurológicos causados pelo vírus.

 

"Esse estudo é importante para traçar políticas públicas para avaliar os efeitos da doença na população. Isso, a longo prazo, pode trazer benefícios para a população, além de diminuir os gastos", explicou Figueiredo.

A pesquisa, que também tem como uma das coordenadoras a médica virologista Andrea DaPoian, professora do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, começou no início de 2016. Todos os profissionais que fizeram parte do estudo são da universidade.

O estudo teve financiamento público, com a Rede de Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Cortes podem comprometer pesquisa

A professora Cláudia Figueiredo acredita que com os cortes em bolsas de pesquisa, o futuro do estudo pode ser comprometido.

"Quanto aos próximos passos da pesquisa, nosso grupo pretendia seguir avaliando os efeitos das arboviroses [doenças transmitidas por mosquitos] sobre o sistema nervoso de adultos, mas com o corte de bolsas dos pesquisadores e orçamento da CNPq previsto para 2020, isso será impossível. O que é uma pena, principalmente para a população que esta exposta a epidemia de Chikungunya atualmente - que também tem resultado em quadros neurológicos graves e dor crônica, e pode estar exposta em um futuro próximo a novos surtos de Zika", destacou a pesquisadora.

Segundo ela, toda a população perde com os cortes, não somente os pesquisadores.

"É importante ressaltar que a formação da nova geração de mestres e doutores é um pilar fundamental para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação do Brasil, potencializando o crescimento econômico e social, diminuindo as assimetrias, e levando a melhores condições de vida da população brasileira", explicou.

Publicado em BRASIL E MUNDO
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a causa principal de mortes no Brasil e geralmente ocorre quando um trombo bloqueia o fluxo sanguíneo para o coração. Como o sangue não consegue fluir na região, o músculo entra em um processo de necrose, o que pode levar à morte.
BR Photo Addicted/Shutterstock© BR Photo Addicted/Shutterstock BR Photo Addicted/Shutterstock
De acordo com André David, cardiologista do Centro Integrado Cardiovascular do Hospital Nossa Senhora das Graças, uma pessoa que sofre um infarto agudo do miocárdio pode apresentar diversos sintomas, como:
  • Dor no peito
  • Queimação e/ou aperto no peito que pode irradiar para os braços ou mandíbula
  • Enjoo ou vômito
  • Suor frio
  • Falta de ar
  • Palpitações
  • Tontura intensa
  • Desmaio
O que fazer quando uma pessoa está tendo um infarto?
michaelheim/Shutterstock© michaelheim/Shutterstock michaelheim/Shutterstock
Diante de uma situação em que uma pessoa apresenta os sintomas listados, o primeiro passo é manter a calma e ligar para o Serviço de Emergência, como o SAMU (192) ou os Bombeiros (193). Caso a ambulância vá demorar acima de 20 minutos, é melhor levar a pessoa para o hospital mais próximo, orienta o médico.
Lightspring/shutterstock© Lightspring/shutterstock Lightspring/shutterstock
Em casos de desmaios, é necessário deitar a pessoa em posição confortável e afrouxar as roupas, sapatos e acessórios. Se o infartado estiver sem batimentos e respiração, deve-se iniciar a massagem cardíaca, seguindo estes 8 passos:
  • Passo 1: posicione o corpo com as costas no chão. Se ajoelhe ao lado e fique bem perto do tronco da pessoa.
  • Passo 2: coloque uma mão sobre a outra. Elas ficarão no meio do peito, na altura dos mamilos.
  • Passo 3: deixe os braços esticados e lembre-se: a força deve ser feita com os ombros, não com os cotovelos.
  • Passo 4: aplique uma pressão vigorosa, de modo que a caixa torácica desça até 5 centímetros.
  • Passo 5: repita o movimento sem parar 120 vezes por minuto, ou duas vezes a cada segundo.
  • Passo 6: se você cansar, chame alguém para continuar realizando a ação.
  • Passo 7: não faça a respiração boca a boca (as diretrizes atuais desaconselham o procedimento).
  • Passo 8: mantenha a massagem cardíaca até a chegada da ambulância.
Yevhen Vitte / Shutterstock© Yevhen Vitte / Shutterstock Yevhen Vitte / Shutterstock
Segundo o cardiologista, os primeiros socorros para infarto agudo do miocárdio ajudam a reduzir as sequelas e até mesmo salvar a vida da pessoa que sofre o episódio.
Riscos de infarto
  • Queda de temperatura pode aumentar risco de infarto em até 30%
  • Pular café da manhã faz mal ao coração e aumenta chances de ter infarto
  • Mulher morre mais de infarto do que homem: este exame ajuda a prevenir
Publicado em BRASIL E MUNDO

Por G1 BA.

Mulher é presa suspeita de estuprar garoto de 12 anos — Foto: CIPE Sudoeste/ Polícia Militar

 

Uma mulher foi presa suspeita de estuprar um garoto de 12 anos, na noite de segunda-feira (26), em Vitória da Conquista, cidade do sudoeste da Bahia. Segundo a Polícia Militar, o crime foi filmado por dois adolescentes e o vídeo compartilhado em redes sociais.

De acordo com a PM, a guarnição localizou a suspeita no bairro Henriqueta Prates após uma denúncia anônima. A mulher, conhecida como "Rosa Cigana", confessou o crime e informou que dois menores de 12 e 17 anos participaram da filmagem do crime. Eles foram apreendidos.

Conforme informações da polícia, os adolescentes foram localizados no bairro Urbis 5 e todos os envolvidos foram levados para a Delegacia de Vitória da Conquista.

A suspeita vai responder pelo crime de estupro de vulnerável.

Publicado em BAHIA E REGIÃO
Então, se você realmente quer atingir um emagrecimento saudável, com qualidade e mais do que tudo, manter-se emagrecendo, minha dica é:
⠀Evite dietas muito restritivas
Restrições severas não são sustentáveis e duradouras.
Organize suas refeições
Uma pessoa que vai começar a seguir uma dieta precisa de organização, assim como aquela que está em dieta há anos, caso contrário ela não conseguiria sustentar esse estilo de vida.
Tenha paciência e disciplina
Não foi do dia pra noite que voçê engordou e não será assim que vai emagrecer.
Faça uma dieta que esteja em déficit calórico e se baseie no seu estilo de vida e suas preferências alimentares, pois a adesão a dieta é o fator mais importante para promover o emagrecimento.
Uma dieta planejada (não só em calorias mas como em proteínas, carbo e gordura) e a associação com treinos aeróbios e anaeróbios são de fundamental importância para que você perca “apenas” gordura e minimize a perda de massa muscular, que é muito comum acontecer nessa fase.
A nutricionista Joelma Siqueira CRN 5: 6574 está atendendo na  clínica Júbilo (Rua Antônio Ferreira da Silva, 237, Jacaraci-Ba)
Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por G1 BA.
Raio-x mostra espeto cravado na cabeça da criança — Foto: Ascom da Santa Casa de Misericórdia

Passado um ano, Marinalva Santos, mãe do menino Rian Santos, de 9 anos, que teve um espeto cravado no olho enquanto brincava com amigos na rua da casa onde mora na cidade de Santa Luzia, no sul da Bahia, conta que ainda não conseguiu esquecer o drama que passou com o filho.

Hoje, no entanto, bem mais tranquila depois que tudo acabou bem, já que a criança não teve nenhuma sequela, ela diz que só o que a incomoda é o fato de ainda não ter conseguido levar o menino para fazer um acompanhamento com um neurologista.

O acompanhamento foi indicado pelos médicos após o menino ter recebido alta, em agosto de 2018, depois de um mês internado -- ele tinha oito anos quando o acidente ocorreu. No entanto, Marinalva diz que ela ainda não encontrou vaga na rede pública para que o filho possa passar por um profissional da área na cidade.

"Ele não conseguiu passar por um neuro ainda, desde que deixou o hospital. Eu venho cobrando direto e nada. Assim que ele teve alta, chegamos em casa e, no outro dia, eu levei os papeis na prefeitura, na secretaria de saúde, e disse que ele precisava passar por um neuro", contou a mãe do garoto.

 

"Mas todas as vezes que fui lá, eles vêm com a mesma desculpa de que estão sem médico. Somente agora, no mês passado, disseram que um médico já estava atendendo e que iriam marcar, mas não deram nenhuma previsão. Então, infelizmente, esse acompanhamento não está acontecendo", disse.

Marinalva diz que ela e o marido não têm condições de arcar com os custos médicos e que, por conta disso, depende da rede pública.

"A gente não tem condições de pagar. A situação aqui é difícil, não tem trabalho. Meu marido trabalha na roça de cacau, e eu estou desempregada e tenho só como renda o Bolsa Família. Quando tem cacau na roça, a gente consegue um dinheirinho, mas acaba logo".

G1 não conseguiu contato com a assessoria de comunicação da prefeitura de Santa Luzia e nem com a secretaria de saúde para falar sobre a indisponibilidade de um médico para fazer o acompanhamento de Rian.

 Rian Santos em foto de 2018, quando ainda estava se recuperando de grave lesão no olho. — Foto: Reprodução/TV Bahia

Rian Santos em foto de 2018, quando ainda estava se recuperando de grave lesão no olho. — Foto: Reprodução/TV Bahia

"Quando os médicos deram alta para ele, avisaram que, depois, era para ele ter um acompanhamento de um neuro e de um oftalmologista. Com o oftalmologista a gente conseguiu marcar quatro meses depois da alta dele, mas com o outro está difícil", afirma.

 

Segundo a mãe, o oftalmologista que atendeu Rian disse que a visão do menino não foi afetada.

"Às vezes ele reclama de dor de cabeça. Além disso, perto do local onde ele fez a cirurgia, nasceu um pequeno caroço e isso me deixa preocupada. Por isso eu quero que ele passe logo pelo neuro, mas até agora estou sem respostas", afirma.

Marinalva diz que, apesar de tudo, Rian está levando uma vida normal. Ele completou nove anos de idade no dia 27 de março. "Ele brinca muito e está estudando normalmente, no quarto ano [do ensino fundamental]. Está um pouco mais atento às brincadeiras, evitando se envolver em novos acidentes", diz.

"Eu, até agora, quando ele está brincando, fico olhando e agradecendo a Deus cada vez mais, por cada segundo da vida dele. Cada vez que eu vejo ele brincando é uma alegria", conta a mãe.

Caso

Raio-x mostra espeto cravado na cabeça da criança — Foto: Ascom da Santa Casa de Misericórdia logo aacima

O caso aconteceu em 22 de julho e chamou a atenção pela gravidade. Rian contou que brincava quando caiu e o espeto, que estava na mão dele, acabou perfurando o olho.

O espeto de ferro que perfurou o olho de Rian tinha, ao todo, 38,5 centímetros. Mas a parte do objeto que entrou no cérebro do menino foi de 12,5 centímetros de comprimento.

 

Rian Santos ficou mais de quatro horas com o espeto cravado na cabeça e, por alguns dias, ficou com dificuldade para enxergar.

Após o acidente, ele ficou internado no Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, cidade a cerca de 100 km do município onde ele mora, também no sul da Bahia.

A cirurgia para retirada do espeto foi bastante delicada e durou três horas.Espeto que perfurou o olho de Rian tinha 38,5 centímetros de comprimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Espeto que perfurou o olho de Rian tinha 38,5 centímetros de comprimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Os médicos relataram que, por pouco, Rian não teve graves sequelas. O espeto entrou pela órbita direita, cavidade onde fica o olho, raspou pela carótida, artéria que leva o sangue para o cérebro e atingiu o tronco encefálico, região que comanda as funções vitais, como o batimento do coração, respiração.

Segundo os médicos, o objeto ficou a um milímetro do nervo ótico do garoto. Essa pequena diferença podia ter deixado o menino sem enxergar ou, até, ter levado ele à morte. Os médicos contaram que o espeto ficou, justamente, na área que poderia ser mexida sem comprometer a saúde do menino.

A recuperação do garoto surpreendeu a toda equipe médica que cuidou do caso. Ele teve alta no dia 23 de agosto de 2018.

 Rian seguia para casa quando caiu e o espeto, que estava nas mãos dele, perfurou o olho. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Rian seguia para casa quando caiu e o espeto, que estava nas mãos dele, perfurou o olho. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por TV Bahia.
Muruduns, montes feitos pelos cupins na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Uma colônia descoberta por pesquisadores na região da Chapada Diamantina possui mais de 200 mil m² e ocupa parte da Bahia e de Minas Gerais. A colônia já é quase do tamanho de um país como a Grã-Bretanha, que possui cerca de 209 mil m².

A Chapada Diamantina, que abriga grutas, cavernas, cânions, piscinas naturais, cachoeiras do país e elevações de pedra monumentais, guarda também essa "cidade" dos cupins que não está aos olhos daqueles que visitam a região, pois fica abaixo do chão.

Com a vegetação fechada, os murundus ficavam escondidos, mas imagens de satélite revelaram a extensão das formações. Os pesquisadores não têm a lista das cidades por onde os murundus passam, mas na Bahia, eles ocupam o território de municípios da Chapada como Palmeiras, Lençóis, Mucugê e seguem pelo norte de Minas Gerais.Biólogo americano Roy Funch mostrando os murundus na Chapada Diamantina, na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Biólogo americano Roy Funch mostrando os murundus na Chapada Diamantina, na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

 

O americano Roy Funch foi o primeiro a estudar o assunto, há 30 anos. Ele chegou à Bahia em 1978 para trabalhar como biólogo e logo ficou encantado com os murundus, que são torres de terra formadas pelos cupins. O acúmulo de terra é resultado dos túneis que os insetos vão cavando pelo chão.

"Para cavar esses túneis eles [os cupins] têm que tirar muito material, ao invés de espalhar eles jogam a terra em um só lugar. Eles ficam jogando esse material fora e não têm espaço de morada. Aí dentro é só área de despejo", explicou.

Roy decidiu estudar sobre os cupins da região, uma espécie conhecida como bate-cabeça, e fez diversas descobertas como a dimensão do trabalho dos cupins ao longo do tempo e a idade dos murundus.

"É um fenômeno único aqui da Bahia. São as maiores construções do mundo, fora do ser humano. Não tem bichos que fazem construções dessa grandeza em qualquer parte do mundo. A datação dos murundus tem idade de quase 3,8 mil anos", contou Funch.

Muruduns, montes feitos pelos cupins na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por Anderson Viegas e Juliene Katayama, G1 MS e TV Morena.


 Aparato montado para socorrer piloto que passou mal durante voo e morreu no aeroporto Internacional de Campo Grande — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Aparato montado para socorrer piloto que passou mal durante voo e morreu no aeroporto Internacional de Campo Grande — Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

O piloto de um avião bimotor King Air C90A morreu na manhã deste sábado (6) durante um voo entre a Bahia e São Paulo. O copiloto teve de assumir o comando da aeronave e fazer um pouso de emergência em Campo Grande.

A aeronave, um King Air C90A, é de uma empresa agropecuária que possui propriedades em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O piloto, Benedito Fernando Ricci, de 59 anos, e o copiloto, Matheus Pasquotti, transportavam um passageiro.

Segundo a Infraero, o voo seguia de Barreiras, na Bahia, para Americana, em São Paulo. No meio do trajeto, Benedito passou mal e desmaiou. Pasquotti assumiu o comando da aeronave e, após pedir autorização à Infraero e comunicar o ocorrido, fez um pouso de emergência em Campo Grande, por volta das 10h03.

Foi montado um aparato de emergência para socorrer o piloto, inclusive com ambulâncias já na pista do aeroporto. Mas, conforme a Infraero, quando a aeronave pousou, Benedito já estava morto. A causa da morte não foi informada.

Depois do ocorrido, Pasquotti publicou uma homenagem ao amigo no Facebook. No texto relembra que foram cinco anos voando juntos, um período de muita amizade e alegria e que, em um "piscar de olhos", no meio do viagem, o amigo "se foi".

 Matheus Pasquotti (à esquerda) homenageou com postagem no Facebook o amigo Benedito Fernando Ricci (à direita), que morreu durante o voo, neste sábado — Foto: Reprodução/Facebook

Matheus Pasquotti (à esquerda) homenageou com postagem no Facebook o amigo Benedito Fernando Ricci (à direita), que morreu durante o voo, neste sábado — Foto: Reprodução/Facebook

O traslado do corpo ocorreu ainda na noite deste sábado. Saiu de Campo Grande por volta das 22h com destino a Rio Claro, São Paulo, onde Benedito morava.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por G1.

Através de uma votação preliminar realizada na última terça-feira (18), membros da Câmara de Supervisores de São Francisco decidiram suspender a venda, a produção e a distribuição de cigarros eletrônicos na cidade.

  • Cigarros eletrônico e tradicional têm em comum os riscos da nicotina; entenda os perigos

Para virar lei, a portaria ainda precisa passar por uma votação e também ser aprovada pela agência federal que regula alimentos e medicamentos nos EUA, a FDA - sigla em inglês.

De acordo com o texto apresentado pelos supervisores, o uso dos cigarros eletrônicos se tornou "epidemia" entre os jovens. Caso aprovada e assinada pela prefeita London Breed, as regras impostas pelos supervisores entrarão em vigor em até sete meses.

Apesar de conter menos substancias tóxicas que o cigarro tradicional, ainda não existem evidências científicas sobre as vantagens do cigarro eletrônico. Alguns riscos podem ser iguais ou até maiores do que os do cigarro comum.

Cigarro eletrônico

A principal particularidade do cigarro eletrônico é que ele funciona com baterias e sem a necessidade da queima. É uma espécie de dispositivo "vaporizador" de aromas, sabores e outros produtos químicos: álcool, glicerina e, na maioria deles, nicotina.

Esses produtos são eletrônicos e têm um reservatório de líquido que precisa ser reabastecido esporadicamente. Também têm uma fonte de energia, geralmente uma bateria, e uma ponta aberta por onde o fumante inala o vapor.

 
Publicado em BRASIL E MUNDO

Por Vinícius Lemos, BBC.

Solange, que tinha dois empregos, teve de deixar a função na empresa de home care, para se dedicar aos cuidados com a criança — Foto: Emanoele Daiane

 

A cortina ilustrada por pequenos ursos está aberta e ilumina o quarto na residência localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). O sol clareia o cômodo repleto de aparelhos hospitalares que mantêm a vida de Ronei Gustavo Pires, de 12 anos.

O garoto passa o dia deitado na cama. Um artesanato, pendurado na porta do lugar, avisa: "aqui dorme um príncipe".

Por meio do olhar, a sua única forma de comunicação com o mundo, Ronei assiste atento a cada movimentação no quarto. A rotina dele é acompanhada 24 horas por dia pela mãe, a enfermeira Solange Maria Pires, de 56 anos.

Há uma década, eles se encontraram pela primeira vez. O amor que ela que sentiu pelo garoto fez com que o adotasse. A decisão mudou completamente o futuro dos dois.

Ronei nasceu com agenesia do corpo caloso, uma má-formação congênita na qual a criança não possui a estrutura que conecta os dois hemisférios cerebrais. Ele também tem neuropatia crônica, possivelmente causada pela falha na formação do cérebro, que atinge o sistema nervoso e afeta o desenvolvimento de funções como a postura e os movimentos.

Desde recém-nascido, o garoto tem um quadro grave de convulsões, que pode ter sido causado pela neuropatia. Aos oito meses de vida, enquanto era amamentado, ele teve um episódio de broncoaspiração - quando alimentos ou líquidos são aspirados pelas vias aéreas - e a família biológica, segundo Solange, demorou para buscar ajuda médica.

 

O fato prejudicou ainda mais a saúde de Ronei. Com pouco mais de um ano, ele foi diagnosticado com paralisia cerebral e passou a viver em estado vegetativo.

Os problemas de saúde fizeram com que o garoto, que nasceu em Cuiabá, fosse abandonado pelos pais biológicos antes de completar um ano. Quando Solange o conheceu, ele vivia em um lar para crianças e adolescentes aptos à adoção, na capital mato-grossense.

Solange, que é divorciada, morava sozinha quando decidiu adotar a criança. Os outros dois filhos dela, hoje com 33 e 37 anos, eram casados e haviam se mudado da casa da mãe. Com a adoção do caçula, a enfermeira passou a dedicar grande parte da vida aos cuidados com o garoto.

"Eu sinto o mesmo amor pelos meus três filhos. Mas sei que me dedico mais ao Ronei do que me dediquei aos outros dois, porque eles sempre foram saudáveis, se desenvolveram normalmente e foram saindo das minhas asas. Já o Ronei, sei que vai estar sempre aqui e sempre vai precisar dos meus cuidados", diz Solange à BBC News Brasil.

A decisão de adotar o garoto que vive em estado vegetativo causou espanto entre alguns conhecidos da enfermeira. "Algumas pessoas me desaconselharam, me disseram para viver uma fase mais tranquila, pois meus filhos já estavam criados. Mas eu não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari", declara.

No Brasil, encontrar pais para crianças com alguma doença ou deficiência é uma difícil missão. Segundo o Cadastro Nacional de Adoção, há 46,1 mil pretendentes à adoção. Destes, apenas 4.623, pouco mais de 10% do total, aceitam crianças com deficiência física ou mental.

Ainda de acordo com dados do CNA, conforme levantamento acessado nesta semana, há 9.550 crianças e adolescentes aptos para adoção. Deste total, 2.452 possuem problemas de saúde.

 

O encontro de mãe e filho

As internações de Ronei eram constantes desde o nascimento dele, em cinco de maio de 2007. Depois da piora do quadro de saúde do jovem, após a broncoaspiração, o garoto foi levado a um lar para crianças, após pedido da equipe médica que o atendia, pois os profissionais consideraram que ele não recebia os cuidados adequados da família biológica.

O garoto passou semanas no lar, mas os problemas de saúde pioraram. Ele teve infecção e foi encaminhado novamente ao hospital, onde passou meses internado. A Justiça de Mato Grosso acolheu pedido do Ministério Público e determinou que o Estado custeasse serviços de home care - internação domiciliar - para a criança.

Era fim de 2008. Solange trabalhava como enfermeira em uma empresa que prestava serviços de home care. Junto com uma equipe, foi em busca de Ronei, após a decisão judicial que permitiu ao garoto o direito à internação domiciliar.'Não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari', diz Solange — Foto: Emanoele Daiane

'Não tive dúvidas de que deveria cuidar do Ronei. Ele é meu filho, assim como os outros dois que eu pari', diz Solange — Foto: Emanoele Daiane

"Fui atrás dele na casa dos pais biológicos e da avó, mas ele não estava. Me disseram que ele estava no Lar da Criança. Depois, descobri que ele estava internado no Pronto-Socorro de Cuiabá", diz. Os pais biológicos, segundo a enfermeira, haviam visitado o garoto poucas vezes no hospital.

 

Após Ronei receber alta médica, a Justiça determinou que o Estado pagasse uma casa para a família biológica morar com ele, pois a residência dos pais era precária e não tinha condições para receber a home care. "A expectativa era de que os familiares se reaproximassem do Ronei e ajudassem o tratamento dele, caso fossem para um novo lar", conta a enfermeira.

Ronei passou mal novamente, semanas depois de receber alta, e foi levado ao Pronto-Socorro, após diversas convulsões. Em estado grave, foi encaminhado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O garoto deixou de respirar espontaneamente e passou a necessitar do aparelho de ventilação mecânica.

Dias após a internação, a Justiça determinou que ele saísse do hospital em 24 horas e fosse colocado em uma home care.

O garoto não tinha lugar para ser levado com a internação domiciliar. Não havia uma definição sobre a casa que poderia ser concedida para a família dele. No lar de crianças, seriam necessárias adaptações para receber os equipamentos. Ronei, então, foi levado para um quarto vazio na sede da empresa de home care. O cômodo foi adaptado e os aparelhos hospitalares foram instalados no local.

"A gente acreditava que ele passaria semanas no quarto da empresa, a família se reestrutaria, conseguiria a casa e tudo daria certo", conta Solange.

A família do garoto foi informada sobre a situação dele. Porém, segundo a enfermeira, os pais o visitaram apenas duas vezes na empresa.

"Foram visitas rápidas, que não duraram 15 minutos", relata Solange.

Após Ronei passar três meses no quarto, a dona da empresa informou que ele não poderia permanecer no quarto por mais tempo. "Eles não poderiam ficar tantos meses assim com uma criança, porque ali era uma empresa", relembra.

Quando percebeu a incerteza sobre o futuro do garoto, na época com quase dois anos, Solange decidiu levá-lo para casa. "Falei que pediria a guarda dele na Justiça e que cuidaria dele, até resolver a questão com a família."

 

A Justiça concedeu a guarda provisória de Ronei para a enfermeira. Ela adaptou o quarto da filha, que havia se casado poucos meses antes, para receber o garoto e os equipamentos da internação domiciliar - como um tubo de oxigênio e um aparelho de ventilação mecânica.

Solange, que tinha dois empregos, teve de deixar a função na empresa de home care, para se dedicar aos cuidados com a criança. Ela continua trabalhando em um hospital de Cuiabá.

A guarda do garoto

Por um ano, Ronei viveu de modo provisório na casa de Solange. No período, os pais do garoto o procuraram apenas uma vez.

"Eles foram na empresa de home care, para saber da casa que a Justiça tinha determinado que conseguissem. Eles foram informados que o filho estava com uma família, mas nunca me procuraram", conta.

Os pais não conseguiram a residência, pois não eram mais os responsáveis pela criança.

Solange tem casa própria e não precisou do benefício que havia sido oferecido aos pais biológicos do garoto.

"Essa residência, que havia sido determinada pela Justiça, é para as pessoas que não estão em um lugar com condições adequadas para a internação domiciliar", ressalta a enfermeira.

A última vez em que Solange viu os pais biológicos de Ronei foi no início de 2010, no Fórum de Cuiabá.

"A juíza me convocou e pensei que os pais queriam a guarda dele. Eu disse a ela que, caso eles quisessem de volta, seria um direito deles. Mesmo que isso me entristecesse, não poderia fazer nada."

"Mas a juíza me disse que os pais falaram que não tinham condições psicológicas, nem financeiras, para ficar com o Ronei. Eles abriram mão do filho, disseram que eu poderia criá-lo", conta.

A magistrada explicou a Solange que ela não era obrigada a continuar com o garoto, caso não quisesse. Se a enfermeira não criasse Ronei, ele seria levado a um lar para crianças aptas à adoção.

 

"Não tive dúvidas, disse que o Ronei era meu filho e que ficaria com ele", diz Solange.

"A juíza me perguntou duas vezes, porque queria que eu tivesse certeza da responsabilidade que teria pela frente. Novamente, disse que era aquilo que eu queria. Não iria abrir mão do meu filho", relata a enfermeira, que recebeu apoio dos dois filhos.

A decisão da mãe de Ronei comoveu a magistrada. "A juíza me disse que nunca tinha chorado, mas chorou naquele momento, porque ficou comovida com o meu caso."

Solange passou pelos procedimentos necessários para conseguir a guarda definitiva de Ronei - como análise da residência por assistentes sociais e uma entrevista na qual detalhou sobre a sua rotina. Menos de um mês depois, obteve a guarda definitiva do filho.

Os procedimentos para adoção de crianças com deficiência ou doença crônica são mais rápidos que os demais. Em 2014, a prioridade a esses processos foi estabelecida em texto acrescido à legislação. Anteriormente, tais casos já eram tidos como prioritários e tinham mais rapidez, por serem considerados incomuns.

"Essa distinção [nos processos] é fundamental para incentivar as adoções envolvendo essas crianças. Isso porque ainda há bastante resistência de famílias inscritas em cadastro nacional para aceitar crianças com deficiência ou doença crônica", explica a advogada Regina Beatriz Tavares da Silva, presidente da Associação de Direito de Família e das Sucessões.

Segundo a advogada, o baixo número de interessados em crianças com deficiência ou doença crônica ocorre em razão da complexidade que envolve os cuidados com elas. "Isso acaba por suscitar insegurança sobre como essa dificuldade poderá interferir, modificar ou repercutir em suas vidas."

"Por isso é importante sempre lembrar que a geração de um filho, que acontece também na adoção, envolve sempre uma experiência de renovação e aceitação", acrescenta.

'Eu sou a mãe dele'

 

Grande parte da vida de Ronei se resume à cama do quarto. Ele recebe ajuda profissional durante todo o dia. A cada 12 horas, um novo técnico de enfermagem chega para acompanhar o garoto - serviço incluído na home care. Solange trabalha em um hospital no período da manhã e, por meio do celular, fica atenta a tudo o que acontece com o filho. "O tempo todo pergunto como ele está ou peço para mandarem fotos. É uma preocupação constante", diz.

Quando não está no trabalho, a enfermeira tenta se distanciar de Ronei o mínimo possível.

"Se eu saio, tento voltar rápido. Nas vezes em que viajei, tive que comprar passagens perto da data, porque se ele não estiver bem, não viajo. E não posso ficar dias longe", comenta.

Diariamente, Ronei toma seis anticonvulsivos. Ele se alimenta por meio de uma sonda. Uma vez por semana, o garoto, que nunca andou ou falou, passa por acompanhamento com fonoaudiólogo e com fisioterapeuta - serviços incluídos na home care para auxiliar no desenvolvimento dele.

Todos os meses, Solange recebe um salário mínimo, referente a um benefício do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), para ajudar nos cuidados com o filho. Por meio do auxílio, ela busca ajuda médica.

"Gasto boa parte desse dinheiro com consultas para ele, porque tive de cortar o nosso plano de saúde, pois ficou muito caro. Pelo SUS (Sistema Único de Saúde), as consultas demoram muito. Então, acabo tendo de recorrer aos particulares."

Apesar da ajuda profissional, Ronei tem ficado mais debilitado com o passar dos anos. "Ele está regredindo e atrofiando. As mãos e os pés dele tinham mais força antes, mas agora está mais fraco. Infelizmente, não há muito o que ser feito no caso dele", lamenta a mãe.

O neuropediatra Marcos Escobar explica que a neuropatia, como no caso que acomete Ronei, costuma apresentar sintomas que pioram com o passar dos anos.

 

"Muitas vezes, pelo fato de o paciente não conseguir se movimentar bem e por seus músculos ficarem tensos, os tendões se retraem e encurtam. A longo prazo, os ossos e as articulações podem se deformar", diz o especialista, que ressalta que não há cura para a enfermidade.

A falta de esperanças para o futuro do garoto entristece a mãe. Apesar disso, a enfermeira afirma que não se arrepende de ter passado grande parte da última década se dedicando aos cuidados com Ronei. "Parei muita coisa por ele. Mas é normal uma mãe fazer isso por um filho."

"Uma médica me disse que ele viveria somente até os oito anos, mas ele está aqui comigo até hoje. Acho que o que mantém vivo é o amor que ele recebe", diz.

O principal desejo de Solange para o futuro do filho caçula é que ele tenha qualidade de vida. "Peço a Deus que se for para levar o Ronei, que não seja nada doloroso. Não quero que ele sofra em um hospital."

"Também peço a Deus para que eu não morra enquanto o Ronei estiver aqui. Por que quem vai cuidar dele do jeito que cuido? Quem vai dar toda a atenção? Espero que Deus me atenda. Depois que ele partir, posso ir sossegada. Mas antes, preciso continuar por aqui."

O garoto, que pouco conhece sobre o mundo fora do quarto, acompanha com olhos atentos cada declaração da mãe. "Não sabemos até que ponto ele nos entende, por causa das lesões no cérebro", explica Solange, enquanto segura a mão esquerda do filho.

Publicado em BRASIL E MUNDO
Agora Licínio de Almeida e região contam com os serviços de fisioterapia do profissional Lúcio Ferreira , suas área de atuação são :
 Fisioterapia neurológica
 Fisioterapia geriátrica
 Fisioterapia ortopédica
 Fisioterapia cardiorrespiratória
 Fisioterapia esportiva
 Ventosaterapia
 Tratamento de dores musculares
 Terapias manuais
 Liberação miofascial
 Osteopatia.
Atendimentos a domicílio em Licínio e Tauape, e na Clínica Bem Viver, Agende já a sua avaliação através dos números: (77)99124-6511 ou 99144-8391. Fisioterapia especializada! Sua saúde em boas mãos!

Publicado em LICÍNIO DE ALMEIDA
Segundo ele, técnica em enfermagem presa pelo crime era quem pilotava a moto em direção à casa da tia dela, onde neném foi deixado. Recém-nascido foi resgatado após 10 horas.

Por John Wlliam e Vanessa Martins, TV Anhanguera G1 GO.

Recém-nascido levado de maternidade em Goiânia e resgatado em casa de prima de técnica em enfermagem do hospital — Foto: Polícia Civil/Divulgação

 

A Polícia Civil apurou que o bebê levado da Maternidade Nascer Cidadão viajou 30 km dentro do baú de uma motocicleta pilotada pela técnica em enfermagem presa pelo crime, em Goiânia. O delegado Wellington Lemos, que investiga o caso, disse que a funcionária, a tia dela, a prima e o marido foram presos e devem responder pelo crime de subtração de incapaz.

O hospital é gerido pela Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), que informou que vai demitir a funcionária. A empresa disse que colabora com as investigações e que a técnica trabalhava na unidade de saúde há cerca de 9 meses, e não havia apresentado problemas antes.

G1 não conseguiu descobrir quem é responsável pela defesa das pessoas presas para pedir um posicionamento sobre o caso.

O neném nasceu no último dia 25 de maio. Segundo a Polícia Civil, a mãe dele queria colocá-lo para adoção e fugiu do hospital. Na quinta-feira (30), o garoto sumiu e, após 10 horas de buscas, foi encontrado na casa da prima da técnica e levado de volta para o hospital.

“Ela não trabalha naquele setor. Ela foi lá por livre e espontânea vontade e solicitou a uma das enfermeiras para segurar a criança para fazê-la arrotar. A enfermeira percebeu um vulto passando pela porta e notou que ela não estava mais lá”, explicou o delegado.

 

De acordo com as investigações, as câmeras de segurança da unidade não gravaram o momento porque, justamente o cabo da UTI Neonatal, onde o bebê estava, foi cortado.

O delegado contou ainda que, ao ser retirado do hospital, o bebê foi levado para a casa da tia da técnica em enfermagem, e depois para a casa da filha dela. A investigação apontou que a intenção da família era deixar a criança com a prima da técnica em enfermagem, porque ela havia perdido um bebê no sexto mês de gestação e não poderia mais engravidar.

Todos os envolvidos foram presos e devem responder por subtração de incapaz, que é um crime cuja pena vai até 6 anos de prisão.

O Conselho Tutelar assumiu a responsabilidade pelo bebê e, depois que ele receber todo o tratamento necessário no hospital , irá para adoção, como explicou o conselheiro Ismael Carvalho.

“O juizado vai encaminhá-la para uma unidade acolhedora institucional e dai a família que tiver em primeiro na fila do cadastro nacional de adoção vai receber esse presente”, disse.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por G1 BA.

Materiais foram localizados depois de rondas da PM em Barreiras, na terça-feira (2). Homem foi encaminhado para delegacia da cidade. — Foto: Polícia Militar

 

Um homem de 39 anos foi preso em flagrante com 940 mil cigarros de diversas marcas, além de armas, dentro de casa, durante uma ronda da Polícia Militar, na cidade de Barreiras, região oeste da Bahia, na terça-feira (2).

Conforme a PM, os militares faziam rondas pela cidade quando encontraram 40 mil unidades de cigarros dentro de um veículo, no bairro Invasão do Salsicha. O motorista foi ouvido pelos agentes e informou que comprou o material com um homem de prenome Elias.

A PM continuou a ronda pela cidade até chegar na casa de Elias Vieira da Silva Júnior. No local, com autorização do homem, a polícia entrou no imóvel e encontrou mais 940 mil unidades de cigarros sem nota fiscal, além de um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 12.

O homem foi preso e encaminhado, junto com os materiais, para a delegacia de Barreiras. A PM não informou, no entanto, o que ocorreu com o motorista do carro. O caso é investigado pela Polícia Civil da cidade.

Homem e o material foram encaminhados para a delegacia da cidade.  — Foto: Polícia Militar

Homem e o material foram encaminhados para a delegacia da cidade. — Foto: Polícia Militar

 
Materiais foram localizados depois de rondas da PM em Barreiras, oeste da Bahia.  — Foto: Polícia Militar

Materiais foram localizados depois de rondas da PM em Barreiras, oeste da Bahia. — Foto: Polícia Militar

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Eduardo Oliveira, TV Bahia.

Matéria especial do BDS fala sobre a inseminação artificial caseira

 

O sonho de ser mãe da fotógrafa baiana Mel Paranhos se tornou real há quatro anos, quando ela ficou grávida da pequena Lis por meio de uma inseminação artificial caseira. Mel, que é lésbica, escolheu a técnica caseira após buscar pela inseminação artificial em uma clínica e descobrir que o procedimento custava entre R$ 20 e 30 mil.

Na inseminação caseira, o doador retira o sêmen, coloca em um vaso esterilizado – normalmente aqueles de fazer exames de urina. E com uma seringa, a mulher retira o sêmen para injetar no próprio corpo.

A técnica é mais barata, mas também diferente da inseminação feita em uma clínica, onde o sêmen coletado passa por um processo de separação dos espermatozoides, com retirada de células imaturas e restos celulares, por exemplo. A mulher deve passar por exames e até tomar medicamentos para indução da ovulação. Em seguida, é marcada a colocação dos espermatozoides dentro do útero.

Assim como o procedimento feito em uma clínica, a inseminação caseira precisa de um doador, que pode ser anônimo. No caso de Mel, o doador é um amigo que compartilhava do mesmo sonho dela de ter um filho. Juntos, eles planejaram engravidar com a inseminação caseira. O amigo fez alguns exames, repetiu os testes meses depois e só então os dois decidiram fazer a inseminação.

"Ele comentou essa vontade de ser pai. Depois de tudo [exames e inseminação] surgiu Lis, essa coisa linda aqui. A criança sente quando o amor é verdadeiro e vai construir sua personalidade através dessa educação, desse contato e do amor que vem dos cuidadores", disse Mel.

O amigo de Mel, que foi o doador de sêmen, quis registrar Lis como pai. Os dois dividem a criação da menina.

 
Mel com a filha e o amigo que se doou o sêmen para a inseminação caseira — Foto: Reprodução/TV Bahia

Mel com a filha e o amigo que se doou o sêmen para a inseminação caseira — Foto: Reprodução/TV Bahia

 

O que dizem especialistas

O especialista em reprodução humana, Joaquim Lopes, conta que o banco de sêmen usado nas clínicas torna o procedimento mais seguro do que a inseminação feita em casa.

"Esse homem [doador] passa por uma investigação prévia, ele estando isento de infecções e tendo uma qualidade seminal adequada, esse sêmen vai ser preparado", explicou.

O sêmen doado é congelado e passa por exames até seis meses depois. Os testes servem para verificar, por exemplo, se o doador tem alguma doença.

Os doares nas clínicas são anônimos. A advogada Fernanda Barreto explica que essa é uma diferença importante em relação à inseminação caseira.

"Na doação caseira o doador, em 99% dos casos, é uma pessoa conhecida, mas você não tem como ter certeza de que no futuro não se vai reclamar direitos relativos sobre isso", explicou.

A lei não diz nada sobre inseminação caseira. Nesse caso, o interesse da criança é o mais importante.

"Existe o risco de que essa criança queira saber de onde ela vem e até constituir um vínculo parental com este homem [doador], se tornar filha para efeito jurídico, o que significa ter direitos a alimentos, a herança, a convivência, dentre vários direitos ligados ao poder familiar", disse Fernanda Barreto.

Publicado em BAHIA E REGIÃO

Por Agência EFE.

Publicado em BRASIL E MUNDO

Por G1 Ribeirão Preto e Franca.

O menino Davi Miguel Gama, de 4 anos, deve voltar ao Brasil no dia 23 de março. A criança, que tem uma doença rara no intestino, vive há três anos em Miami, nos EUA, desde que a Justiça obrigou a União a custear as despesas de um tratamento e de um transplante. O procedimento, no entanto, não foi feito porque Davi não foi considerado apto para a cirurgia, segundo médicos do Jackson Memorial Hospital.

Por telefone, o pai de Davi Miguel, Jesimar Gama, disse que apesar da recusa para o transplante, o filho conquistou mais qualidade de vida no período.

“Creio que se não tivéssemos vindo para cá, teria sido pior. Assim que chegamos aqui, ele já foi para casa. Na época, nós teríamos dificuldade em ir com ele para casa. Agora já mudou um pouco as coisas aí [no Brasil]. Quando ele nasceu, ele ficou um ano e sete meses no hospital. A gente foi para casa quando veio para cá. Ele ficou três meses no hospital e, em seguida, a gente foi para casa com o homecare.”

Procurado, o Ministério da Saúde informou que recebeu, no final de fevereiro, o relatório médico da criança. "O processo foi encaminhado à área responsável, que está realizando as providências finais para o retorno da criança ao Brasil", informou em nota.

A União deverá arcar com o remanescente das despesas nos EUA, conforme consta em acordo na Justiça Federal.

Viagem de volta

A informação sobre a viagem foi divulgada pela família no perfil de uma rede social. “Hoje a notícia que temos é sobre o retorno do Davi Miguel. Embarcamos para o Brasil no dia 21 de março à noite, em Miami, e a chegada será às 5h30 da manhã, em São Paulo (...) Contamos com as orações de cada um e agradecemos o carinho de sempre com nosso guerreiro”, diz o post publicado no domingo (10).

Jesimar disse que a viagem será feita em voo comercial, uma vez que os médicos do hospital americano descartaram a necessidade de uma aeronave com Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“A gente está com um pouco de receio, mas o médico autorizou. Estamos torcendo para que dê tudo certo. Que ele saia bem daqui e chegue bem aí.”

Segundo o pai, Davi está há nove meses sem ser internado e o quadro de saúde do filho é bom. A criança continua recebendo a nutrição parenteral, uma vez que o organismo não é capaz de absorver nutrientes dos alimentos. A deficiência do intestino é conhecida como doença das microvilosidades ou diarreia intratável.

“Ele está bem, estável. Sempre tem os exames periódicos, toma duas injeções por dia. Hoje ele tem que tomar três, por causa de uma vitamina. Desde junho do ano passado ele não é internado. Está ativo, está bem.”

Transplante

Antes da decisão que condenou a União a pagar os custos, os pais, Jesimar e Dinea Gama, mobilizaram uma campanha que arrecadou R$ 1,5 milhão e contou até mesmo com a ajuda de famosos. Parte do dinheiro foi usado nas despesas pessoais do casal e do filho, conforme determinado pela Justiça.

Em 2015, Davi Miguel foi aceito no Jackson Memorial Hospital, único centro médico no mundo habilitado para o procedimento em crianças com peso entre sete e dez quilos. Porém, consta nos autos do processo que, ao ser submetido a uma avaliação pela equipe de especialistas em Miami, verificou-se que o menino não estava apto ao transplante.

Os pais afirmam que Davi Miguel foi retirado da lista dois meses após a chegada. No entanto, em novembro de 2018, o Jackson Memorial Hospital informou ao G1 que a criança nunca integrou a lista nacional.

“Assim que chegamos aqui, foi constatado que o Davi não poderia fazer o transplante por causa das veias, dos acessos que ele perdeu devido o uso de cateter no Brasil. A partir disso, eles começaram a pedir para a gente voltar para o Brasil. A gente foi segurando, segurando, mas chegou a um ponto que não teve mais jeito. Ele esteve na fila por dois meses. Ele saiu depois da trombose nas veias”, afirma Jesimar.

Acordo para retorno ao Brasil

Em fevereiro de 2018, o Ministério da Saúde encaminhou um e-mail à Justiça Federal para informar que o médico havia recomendado o retorno de Davi Miguel ao Brasil.

Diante da inviabilidade do transplante, por ora, em razão da perda dos acessos venosos e da falta de perspectiva quanto à recuperação deles, a família e a União manifestaram interesse no retorno e ao prosseguimento do tratamento no Brasil.

Em dezembro de 2018, um acordo foi firmado na Justiça Federal com os trâmites para o retorno da família. Davi Miguel deverá ser internado no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, administrado pelo Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP). Ele passará por exames e a equipe deverá fazer a compatibilização do tratamento para os protocolos nacionais, além de treinar a família para cuidar dos cateteres usados para a nutrição parenteral.

As três passagens aéreas para São Paulo, ao custo de 1,8 mil dólares, já foram compradas por Jesimar, que recorreu a um empréstimo para o pagamento. Segundo o Ministério da Saúde, os valores serão reembolsados após a apresentação dos recibos. O remanescente das despesas da família nos EUA terão que ser pagos pela União.

Após a internação, o serviço de home care será implementado em Franca (SP), onde Davi Miguel vai voltar a morar com os pais. Ele continuará a passar por consultas periódicas em São Paulo. Todos os recursos são provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e o tratamento está assegurado pelo período que Davi Miguel precisar.

O acordo ainda prevê que R$ 10 mil do saldo remanescente da campanha sejam reservados para repasse aos pais durante cinco meses, tempo para readaptação. Caso seja insuficiente, a União deverá fazer a complementação.

“Voltando a Franca a gente precisa voltar à vida normal. A gente precisa trabalhar. Eu abandonei tudo na minha cidade, tivemos que parar tudo para vir, e a gente tem que recomeçar de novo. Vida normal dentro do normal.”
Publicado em BRASIL E MUNDO
Por: Reprodução/TV São Francisco Por: Redação BNews

Um homem de 25 anos foi preso após estuprar a vizinha, uma adolescente de 16 anos, por cerca de oito horas, em Juazeiro, norte da Bahia. O crime aconteceu entre a noite de domingo (3) e a manhã de segunda-feira (4) dentro da casa da vítima. A prisão de Daniel Eugênio dos Santos ocorreu na manhã desta quarta (6).

De acordo com o G1, a vítima e a mãe foram agredidas, ameaçadas e amordaçadas. Em depoimento à polícia, elas contaram que o criminoso subiu no muro da residência, chutou e arrombou a porta, e em seguida, pegou uma faca. Durante o crime, a jovem teve a mão cortada ao tentar proteger a mãe.

A vítima ainda contou que o suspeito estava alcoolizado e chegou a enfiar a faca na perna dela. Ela relatou ainda ter sido agredida várias vezes no rosto. Ela ainda foi esganada e amordaçada.

A mãe da vítima também foi amordaçada e amarrada. Ela disse ainda que Daniel a obrigou a segurar a filha, enquanto a garota era estuprada.

O crime é investigado pela Polícia Civil.

Publicado em BAHIA E REGIÃO